Betinho Marques - Um Galo com fome e sem queimar treinador
Eduardo disse que não é um mago para "vender" a transformação de um trabalho em poucos dias. E avisa: É o jogador quem se escala
Um novo ciclo recomeçou no Galo. Chegou o argentino Eduardo Domínguez. Com falas serenas e educadas, o novo comandante atleticano mesclou humildade, valores e também algumas dúvidas. Já dizia o poeta que somente os idiotas têm certeza de tudo, porém, o ex-treinador do Estudiantes também demonstrou ter muitas convicções e valores no seu estilo de jogar e se comunicar.
Sem muitos alardes, pediu licença e disse que falaria em espanhol, mas que, aos poucos, tentará falar mais em português. Respondeu com respeito, disse que quer aproveitar o que tem, que está aqui para treinar e potencializar o vestiário.
O Barba usou a palavra equilíbrio para sintetizar suas ideias de jogo, que passam pela bola endereçada, ou seja, não é ter a bola, mas sim o que fazer com ela quando se tiver a posse.
O JOGADOR SE ESCALA
Eduardo disse que não é um mago para "vender" a transformação de um trabalho em poucos dias, mas que precisa fazer com que suas convicções de jogo sejam compradas pelos atletas. Ademais, acrescentou, em outro momento da conferência coletiva, que é o jogador que se escala e que ganha a confiança dos companheiros.
Mas o mais cativante é que Eduardo Domínguez não vendeu emoções forçadas, não quis ser populista com clichês usuais em apresentações. O novo treinador pediu TEMPO, ressaltou o EQUILÍBRIO como metodologia e destacou que a observação é promotora do que pode ou não funcionar.
Domínguez chegou com convicções não negociáveis ao dizer que todos precisam estar prontos para ajudar ofensiva e defensivamente, mas que não tem respostas para o "amanhã" e que tudo vai depender dos processos, do funcionamento da engrenagem.
"Ainda não sei como serão as escalações, mas, a princípio, recorremos aos experientes do vestiário, depois vamos ajustando. E posso não estar certo, vamos observar. Jogadores precisam convencer seus companheiros, não a mim. São eles que se escalam."
Ao Barba, que o TEMPO seja seu amigo. Se puder, que a bola entre o mais rápido para que a confiança se estabeleça; ao time, FOME e DESEJO de conquistar vitórias.
O caminho atleticano passa pela mudança de espírito, pela forma de querer jogar o jogo em direção ao gol, claro, com inteligência, mas que o equilíbrio, tanto mencionado por Domínguez, esteja aliado à alegria renovada de ver o Galo entrar em campo.
O Barba chegou sereno e sóbrio, mas que a qualidade não seja confundida nem asfixiada pelo famigerado "amansamento". Hakuna Matata e tempo de trabalho não fazem mal a ninguém.
Galo, som, sol e sal é fundamental
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