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Daniela Giuntini
Segunda-feira, 19 Março de 2001, 15h07
terraesportes@terra.com.br

Popular ou Elitista???


O técnico Bernardo Rezende fez sua primeira convocação à frente da seleção masculina, visando a Liga Mundial, em maio próximo.

Bernardinho optou pela experiência, convocando Marcelo Negrão, Giovane, Maurício e Douglas. A base do time que jogou as Olimpíadas de Sydney-00 também foi mantida. Saíram Max, Tande e Kid. As novidades são André Nascimento e Ezinho, do Minas, e Escadinha, do Banespa. Esses são os nomes que chamam atenção entre os 18 chamados pelo técnico.

Mas outro fato despertou minha curiosidade, ainda mais depois que fui questionada pelo pai de um garoto de 12 anos sobre o porquê de não haver jogadores negros entre os convocados, não considerando que Escadinha seja negro (eu e o pai achamos que o jogador não é negro).

É óbvio que isso não é proposital e que Bernardinho seja racista. Nada disso. Ele optou pelo o que considera ser o melhor do mercado.

Mas há uns dias atrás, li uma entrevista do técnico de basquete Miguel Ângelo da Luz, onde ele afirmava que o basquete brasileiro só iria se dar bem se tivesse jogadores negros no grupo. Ele apóia sua teoria em estudos fisiológicos, que apontam diferenças entre atletas negros e brancos. Será que o mesmo não acontece com o vôlei??

Coincidências a parte, o Suzano, time que mais ganhou títulos na década de 90, foi campeã com uma base negra no time. O Banespa, que há duas semanas, realizou sua peneira, tinha uma média de 20% de jogadores negros entre os 188 garotos inscritos.

O pai deste garoto negro, que joga futebol, mas gosta de vôlei e tênis e quer ter um outro esporte como opção - além do futebol -, foi mais além. Para ele, fica faltando neste momento para seu filho e para outros garotos na mesma situação um "espelho" dentro da seleção. Ou seja, um jogador negro que possa dar o exemplo de querer tornar-se um jogador de vôlei.

Concordo com ele, pois quando uma criança ou adolescente começa a se interessar por alguma coisa, eles sempre precisam de uma referência, de um exemplo. E neste momento é o que falta na seleção. Fica uma pergunta no ar. O vôlei, que segundo a CBV é o segundo esporte mais popular do Brasil, está virando elitista??

 

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