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Se cuida, Bravo! Defesa do Chile chega mais frágil na final

3 jul 2015 - 08h57
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O goleiro Claudio Bravo, do Barcelona, é o capitão e um dos principais destaques da seleção chilena. Nesta quinta-feira, ele deu uma entrevista na qual mostrou coragem ao pedir que o time seja ofensivo e vá para cima da Argentina. Isso chama atenção especialmente por causa do momento que passa a defesa da equipe do país sede da Copa América, com mudanças que só aumentam sua fragilidade natural. Se seu pedido for atendido, Bravo vai ter que trabalhar bastante na final da competição, neste sábado, às 17h (de Brasília).

A defesa do Chile naturalmente já é um problema para o técnico Jorge Sampaoli. Em primeiro lugar, porque o time inteiro é baixo, inclusive os zagueiros - o titular absoluto Gary Medel tem 1,71 m. Por isso um ponto fraco do Chile é justamente o jogo aéreo. Na única partida em que não ganhou nesta Copa América (empate por 3 a 3 contra o México na primeira fase), o Chile tomou dois gols de cabeça.

Além disso, há uma fragilidade tática natural: o Chile costuma jogar com sua linha defensiva bastante avançada. Os quatro jogadores de trás normalmente estão na intermediária ou até no meio-campo, para diminuir o espaço do adversário e permitir que os atletas da frente façam pressão constante. É ótimo para o futebol e dá resultado em muitos momentos. Mas é arriscado, especialmente contra a Argentina, que tem bons lançadores (Zabaleta, Biglia e Pastore) e jogadores velozes (Di María, Messi e Agüero).

Romântico e fã de Zidane: conheça o técnico da Argentina:

No entanto, o técnico Sampaoli é inteligente e até estuda uma mudança para a final. Ele pode escalar o time com três zagueiros (possivelmente Medel, Silva e Rojas) e colocar quatro jogadores à frente dela (Isla, Díaz, Aránguiz e Mena). Nos dois casos três jogadores ficariam mais livres para atacar: Vidal, Vargas e Sánchez.

É exatamente o que ele fez no jogo contra o Brasil, nas oitavas de final da Copa do Mundo no ano passado. Deu certo em partes. O time até marcou bem e só tomou gol em bola aérea (sempre ela!), mas perdeu qualidade ofensiva. Basta observar que essa mudança resultaria na saída de Valdivia, um dos destaques do Chile até agora. Sem ele, certamente a criação de jogadas do time será afetada.

Além do dilema tático, Sampaoli ainda precisa lidar com a desconfiança da torcida com um jogador, Pepe Rojas. No jogo contra o Peru, ele foi o substituto de Gonzalo Jara, suspenso por causa da dedada em Cavani. Porém, foi muito criticado por ser lento demais. Agora, se Sampaoli usar apenas dois zagueiros, a tendência é que Francisco Silva seja titular. Se jogar com três, é possível até que Mena seja deslocado para a defesa, deixando a ala esquerda para Beausejour, com a intenção de ganhar mais velocidade mesmo.

Diante de tantas dúvidas e fragilidades, só resta a Sampaoli fazer mistério e esconder treinos para tentar achar a formação ideal. A única certeza é que Bravo tem coragem para encarar o poderoso ataque da Argentina, com Messi, Agüero e companhia. Mas isso ainda parece muito pouco.

Fonte: Terra
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