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Do salário mínimo à artilharia: veja como estrela da Série B vingou aos 31

Bruno Rangel saiu do anonimato e está prestes a se tornar o maior goleador da segunda divisão por pontos corridos. Depois, quer fazer contrato da vida

27 out 2013 - 08h29
(atualizado às 08h35)
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Bruno Rangel, que ganha cerca de R$ 8 mil por mês, espera o contrato da vida para 2014
Bruno Rangel, que ganha cerca de R$ 8 mil por mês, espera o contrato da vida para 2014
Foto: Aguante Assessoria / Divulgação

Já estou com 31 anos, as vezes a oportunidade na vida é uma só. Essa é minha oportunidade, espero fazer bom contrato, ajeitar

Bruno Rangel tem 31 anos, está na área e não tem mais tempo a perder. Por isso chuta de direita, de esquerda e se preciso também vai de cabeça. De dentro ou de fora da área, porque não tem mesmo mais tempo a perder. São 11 anos como jogador profissional e quase sempre sem muito brilho, algo que ele relutava em compreender. Centroavante da Chapecoense, ele é artilheiro disparado da Série B.

Não só dessa, mas de todas no formato de pontos corridos que foi adotado em 2006. Bruno já igualou Zé Carlos, que chegou a essa marca com o Criciúma em 2012, mas para isso já não tem mais tanta pressa. O centroavante, carioca de nascimento, conta com seis rodadas para marcar mais um, se isolar e também colocar a Chapecoense na Série A pela primeira vez em mais de 40 anos. Um bom jeito de reescrever a própria história. 

"Você sempre espera o sucesso mais cedo. Eu confesso que fiquei surpreso com tudo isso. Sei do meu potencial, sempre acreditei, mas foi um ano atípico", conta Bruno Rangel ao Terra. Sem jamais atuar na Série A, ele conseguiu sucesso de verdade, mas em escala menor, quando foi artilheiro da Série C pelo Paysandu. Mas foi há três anos, e Bruno não repetiu aquela forma nos anos seguintes. No Campeonato Catarinense desse ano, foi reserva. Era difícil de botar muita fé.

Bruno Rangel já marcou 27 gols na Série B 2013
Bruno Rangel já marcou 27 gols na Série B 2013
Foto: Aldo Carneiro / Futura Press

"Tenho aproveitado as oportunidades e fazendo o que sei de melhor, que são os gols. As coisas têm dado certo, estou trabalhando, treinando forte e colhendo os frutos do que plantei meses atrás", diz Bruno.

Ele tem uma mensagem sobre qual pode ser a explicação para uma Chapecoense tão surpreendente, já que vem direto da Série C. "Todos querem um contrato melhor ano que vem e eu também. Nosso time quer chegar. Nosso time se fechou e vai buscar o acesso. Quem ficar ou não ficar, vai ter salário bom ano que vem". 

Bruno Rangel quase foi ao Atlético-PR e agora quer o contrato da vida

Artilheiros da Série B por pontos corridos
Ano Jogador Gols
2006 Vanderlei (Gama) 21
2007 Alessandro (Ipatinga) 25
2008 Túlio (Vila Nova) 24
2009 Elton (Vasco) 17
2010 Alessandro (Ipatinga) 21
2011 Kieza (Náutico) 21
2012 Zé Carlos (Criciúma) 27
2013 Bruno Rangel (Chapecoense) 27

"Já estou com 31 anos e a oportunidade na vida às vezes é uma só, por isso tenho pensado em tudo", confessa o centroavante que faz gols de todas as maneiras, em todos os momentos, durante a Série B.

Arrasador desde o início, Bruno Rangel teve propostas oficiais do Atlético-PR, candidatíssimo à Libertadores 2014, e da Ponte Preta. Foi sondado por clubes do Oriente Médio e especulado no Corinthians. A Chapecoense, entretanto, não liberou. Em dezembro, Bruno será um jogador livre para negociar. E tentar resolver a vida.

Dono de uma carreira discreta e de ascensão meteórica, Bruno Rangel sabe que será a hora de tentar mudar de vida. Hoje na Chapecoense, seu salário é estimado em R$ 8 mil, e não assegura uma aposentadoria tranquila. "Não posso errar nesse contrato. É o contrato para me acertar, para pensar com carinho. Sentar com a minha esposa, ver direitinho. Vou analisar coisas lá de fora e do Brasil", admite. 

Bruno Rangel, com treinador Gilmar Dal Pozzo: o ápice da carreira só chegou aos 31 anos
Bruno Rangel, com treinador Gilmar Dal Pozzo: o ápice da carreira só chegou aos 31 anos
Foto: Aguante Comunicação / Divulgação

Encarar a Série A como uma possibilidade real, quem sabe por um time grande, ou jogar fora do País. São fatos tão novos quanto os 27 gols dessa Série B que muda a vida de Bruno Rangel. Quando começou no Goytacazes-RJ, ele jogava por um salário mínimo e passava alguns meses em casa pela falta de calendário.

"Passei por clubes que também sequer pagavam em dia. Chegar a um clube correto, que paga em dia, dá boa estrutura, faz você evoluir", diz convicto. Da própria evolução e do próprio futuro.

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Fonte: Terra
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