Chapecoense pagará indenização à família de jornalista vítima da tragédia em 2016
Juiz da 2ª vara Cível da comarca de Chapecó/SC entendeu que clube tem responsabilidade por jornalista estar no vôo como convidado do clube catarinense
O juiz Giuseppe Battistotti Bellani, da 2ª vara Cível da comarca de Chapecó/SC, condenou a Chapecoense a idenizar a esposa e os pais do jornalista Giovane Klein Victoria em R$ 150 mil cada, quase dez anos após o acidente com o vôo da empresa aérea LaMia (Línea Aérea Merideña Internacional de Aviación), em 28 de novembro de 2016, que culminou em sua morte e de mais 70 pessoas das 77 a bordo.
De acordo com a vara Cível, tanto a conduta da LaMia com as condições do avião beiravam ao dolo, quanto o clube catarinense teve opções mais seguras e optou pela mais barata.
Além disso, de acordo com apurações dos site Migalhas e do jornalista Ancelmo Gois (O GLOBO), foi entendido que Giovane, diferentemente do que a equipe de Chapecó argumentou, não esteve na viagem como caroneiro ou por cortesia, e sim como convidado pelo em meio a uma viagem de interesse comercial e, consequentemente, consumidor por equiparação.
Sobre a ação
A família de Giovane iniciou a ação contra a Chapecoense, a LaMia e a Bisa Seguros, sendo as duas últimas empresas da Bolívia retiradas do curso pelos autores ao longo do processo. As exigências envolviam idenização acima de R$ 937 mil para cada familiar envolvido, além de pensão mensal e reembolso de despesas médicas e psicológicas à esposa de Giovane.
Outros detalhes da decisão
Além da responsabilização da Chapecoense, o juiz da ação entendeu que a falta de combustível foi uma das principais causas do acidente aéreo, responsabilizando a LaMia por ser negligente tanto no plano de abastecimento, quanto no planejamento da rota entre Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e Medellín, na Colômbia. Da mesma forma, houve a consideração de imprudência por conta da execução do vôo mesmo cientes das condições ruins do avião.
Sobre Giovane Klein
Giovane Klein Victória nascei em 1988, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. O jornalista se formou pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel/RS) e atuou em veículos como a TV Pampa, da capital gaúcha, e a RBS, por onde atuou até o fatídico acidente.
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