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Cartola italiano diz que ficaria 'ofendido' se Azzurra aceitasse disputar Copa

Enviado especial de Trump pediu para a Fifa excluir o Irã do Mundial

23 abr 2026 - 08h36
(atualizado às 09h03)
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O presidente do Comitê Olímpico Nacional da Itália (Coni), Luciano Buonfiglio, afirmou nesta quinta-feira (23) que se sentiria "ofendido" caso a Azzurra aceitasse um eventual convite para substituir o Irã na Copa do Mundo.

Itália fracassou diante da Bósnia e Herzegovina na repescagem
Itália fracassou diante da Bósnia e Herzegovina na repescagem
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração chega após Paolo Zampolli, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter revelado que pediu à Fifa para excluir a República Islâmica do Mundial de 2026 e incluir a seleção italiana, que não disputa o torneio desde 2014.

"Em primeiro lugar, não acho que seja possível; em segundo lugar, eu me sentiria ofendido. É preciso merecer para ir à Copa do Mundo", declarou Buonfiglio à margem de um evento em Roma.

O cartola é próximo ao ex-presidente do Coni Giovanni Malagò, dirigente mais cotado para assumir a presidência da Federação Italiana de Futebol (Figc) após o fiasco nas Eliminatórias da Copa.

De acordo com o jornal Financial Times, o pedido de Zampolli à Fifa seria uma maneira de o governo Trump se reaproximar da premiê da Itália, Giorgia Meloni, alvo de críticas do presidente por ter defendido o papa Leão XIV e por ter negado o uso de uma base americana na Sicília para operações bélicas contra o Irã.

O país persa está no grupo G da Copa, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e fará todas as suas partidas na primeira fase nos Estados Unidos. Em março, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, o Irã chegou a indicar que não aceitaria jogar nos EUA e a pedir para a Fifa mudar as partidas para o México, mas não foi atendido.

Trump, por sua vez, disse que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, mas que a participação da República Islâmica na Copa não seria "apropriada". A Fifa não comentou a declaração de Zampolli, que já havia feito uma tentativa semelhante em 2022, quando a Itália também não se classificou para o Mundial.

O enviado especial é um empresário ítalo-americano que vive nos EUA há mais de 30 anos e o responsável por apresentar Trump à sua atual esposa, Melania.

Ansa - Brasil
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