Brazilian Storm 2026: seis brasileiros na corrida pelo título mundial de surfe
Brasileiros dominam o surfe mundial em 2026: conheça os astros, regulamento, primeira etapa e por que o Brasil segue favorito
O surfe brasileiro chega à temporada de 2026 no topo do cenário mundial, com sete atletas entre os principais nomes da elite: Yago Dora, Gabriel Medina, Ítalo Ferreira, Filipe Toledo, Miguel Pupo, João Chianca e Alejo Muniz. Depois de um título mundial brasileiro em 2025 e da hegemonia nas principais etapas do circuito, o país mantém uma presença ampla e constante nas baterias decisivas. A disputa deste ano coloca todos esses surfistas novamente no centro das atenções, em um circuito que segue cada vez mais competitivo.
O domínio recente do Brasil, que venceu a maioria das etapas nas últimas temporadas, mudou o padrão do circuito mundial. Em 2026, os brasileiros chegam como favoritos declarados ao título, não apenas pelo histórico recente, mas pelo estilo agressivo, pelas manobras aéreas e pela consistência em diferentes tipos de ondas. O formato atual da liga, com corte de meio de temporada e final em evento único, torna cada bateria relevante para o ranking e para a caminhada rumo ao troféu.
Regulamento do circuito mundial de surfe em 2026
O campeonato mundial de surfe, organizado pela elite profissional, segue um formato de tour global que passa por diferentes países e tipos de onda. Em 2026, o regulamento mantém a lógica dos últimos anos: um número definido de etapas ao longo da temporada, sistema de pontos por etapa e classificação final pelo ranking. Cada evento distribui pontuações de acordo com o resultado do surfista, da eliminação precoce até o título daquela etapa.
As baterias são julgadas por um painel de árbitros que avalia critérios como grau de dificuldade das manobras, variedade, inovação, combinação de manobras, escolha de ondas e comprometimento nas seções mais críticas. A pontuação das melhores ondas do atleta, normalmente duas por bateria, define o resultado. Ao fim da temporada regular, os surfistas com mais pontos no ranking avançam para a fase decisiva, que decide o campeão mundial em formato reduzido de competição.
Como funciona o caminho até o título mundial?
O caminho até o título mundial passa por três pilares: acúmulo de pontos nas etapas, corte de meio de temporada e Finals. A temporada começa com todos os surfistas da elite. Depois de algumas etapas, ocorre um corte: apenas os melhores no ranking seguem no tour principal até o fim do ano. Os demais passam a se dedicar ao circuito de acesso, buscando retornar à elite na temporada seguinte.
Ao término da fase regular, os surfistas mais bem colocados formam o grupo que disputará o título em um evento único, o chamado Finals. Normalmente, o formato coloca o líder do ranking com vantagem, esperando nas fases finais, enquanto os demais duelam em baterias eliminatórias, em espécie de mata-mata. Assim, mesmo quem dominou boa parte da temporada precisa confirmar o desempenho em um único dia de ondas para erguer o troféu. O campeão mundial de 2025, brasileiro, seguiu exatamente esse caminho, consolidando a força do país nesse modelo.
- Etapas somam pontos para o ranking mundial.
- Há um corte de meio de temporada, reduzindo o número de atletas.
- Os melhores do ranking avançam para o Finals.
- O título é decidido em evento único, em baterias eliminatórias.
Qual é a primeira etapa da temporada 2026?
A temporada 2026 começa, mais uma vez, em uma etapa tradicional do circuito, disputada em Pipelines, no Havaí, no início do ano. A escolha desse local para abrir o tour mantém a lógica de iniciar o campeonato em ondas pesadas e tubulares, que testam a coragem, a leitura de mar e o repertório em condições extremas. Para os brasileiros, essa abertura é estratégica, já que muitos deles vêm se adaptando cada vez melhor a esses tipos de ondas.
Nessa etapa inaugural, os sete brasileiros da elite têm a primeira chance de medir forças com os principais rivais internacionais, ajustar equipamentos, testar pranchas e entender como o corpo e a mente respondem à pressão logo no começo da temporada. Um bom resultado em Pipeline costuma dar tranquilidade e confiança para o restante do ano, enquanto uma eliminação precoce obriga a buscar recuperação imediata nas etapas seguintes.
Quem são os brasileiros na elite do surfe em 2026?
Gabriel Medina segue como um dos nomes mais experientes do grupo. Com múltiplos títulos mundiais no currículo, ele representa a combinação de potência, leitura tática das baterias e experiência em diferentes tipos de mar. Medina se adapta bem a ondas tubulares, beach breaks e condições de vento variáveis, o que o mantém permanentemente entre os candidatos ao título.
Ítalo Ferreira, campeão olímpico em Tóquio 2020, é conhecido pelo estilo explosivo e aéreo. Ele costuma se destacar em ondas de alta performance, em que o repertório de manobras progressivas faz diferença para os juízes. Nas últimas temporadas, mostrou evolução também em ondas mais pesadas, reforçando o perfil de surfista completo, capaz de ganhar etapas decisivas.
Filipe Toledo consolidou a imagem de um dos surfistas mais rápidos e técnicos do tour, especialmente em ondas de alta performance e em direitas longas. Seu domínio em paredes limpas e condições ideais o coloca frequentemente em finais de etapa. O histórico recente de títulos mundiais brasileiros passa, em boa parte, pelo desempenho de Filipe nesse tipo de cenário, somando pontos importantes para o país no circuito.
Yago Dora chega à temporada 2026 como um dos representantes da nova geração que conseguiu se firmar de vez na elite. Com forte repertório de manobras aéreas e estilo fluido, Yago se tornou presença constante nas fases finais de várias etapas. Seu desempenho sólido nos últimos anos o colocou definitivamente entre os candidatos a brigar por um título mundial.
Miguel Pupo é outro nome consistente da legião brasileira. Ele combina experiência, bom posicionamento no lineup e segurança em ondas pesadas, características que fazem diferença em etapas como Havaí e Taiti. Sua presença entre os melhores do ranking em temporadas recentes reforça a profundidade do elenco brasileiro na elite.
João Chianca, conhecido por encarar ondas grandes e desafiadoras, ganhou destaque em condições extremas, em que o comprometimento é essencial. Em pouco tempo na elite, mostrou poder de adaptação e capacidade de surpreender adversários mais experientes, o que o mantém em evidência nas previsões para 2026.
Completando o grupo, Alejo Muniz retorna à elite em 2026 com bagagem de quem já viveu outras fases do circuito. Ele traz experiência em baterias estratégicas, leitura de mar apurada e um histórico de participação em diferentes gerações da chamada "Brazilian Storm". Sua presença amplia ainda mais o contingente brasileiro em um ano em que o país tenta manter o título conquistado em 2025 e prolongar a sequência de bons resultados nas principais ondas do mundo.
- Primeira etapa em Pipeline, Havaí, testando os sete brasileiros logo no início.
- Temporada com corte de meio de ano, exigindo regularidade desde as primeiras baterias.
- Decisão do título em Finals, em evento único, com formato eliminatório.
- Brasil defendendo o troféu mundial conquistado em 2025 e a maioria das vitórias recentes no tour.