Treinador, entrenador ou allenatore
Os comentários - informações e opiniões - sobre o provável próximo técnico da Seleção, que ninguém sabe efetivamente quem será, superaram a abordagem sobre os protestos contra o racismo. E estes sempre são obrigatórios diante de prática tão abjeta. E, também, o próprio futebol apresentado por Brasil e Guiné no estádio do Espanyol.
Pois, na realidade, o que estava em questão é analisar o que o cidadão escolhido para comandar a seleção poderá fazer diante do que se viu na vitória de 4 a 1 sobre a equipe africana em Barcelona. E, a partir de agora, nas demais partidas que ocorrerão até a chegada do eleito pela CBF, levando-se em conta que o material disponível não é tão distinto do que há.
A propósito, o sujeito flagrado com uma banana no bolso é a mais completa tradução do imbecil. Nem o uniforme todo preto - inédito na história da seleção - símbolo do movimento de hoje, foi capaz de intimidar. O que denota que é preciso punir de verdade, enfiando o animal irracional na cadeira.
Foi um primeiro tempo apenas movimentado, nada além, até os 26 minutos, quando o estreante Joelinton abriu o placar, em bobeada coletiva da zaga. A Guiné, assustada, ainda tentava se recuperar, quando, na sequência, Rodrygo, em jogada pessoal, fez 2 a 0. Deixou a impressão que nascia, ali, uma goleada. O equívoco, naquele momento, ficou evidente aos 35, quando Serhou Guirrasy, centroavante do Stuttgart, diminuiu em cabeçada oportuna. Enfim, resultado mais ajustado ao que ocorreu até o intervalo.
Gol de Militão carimbou a vitória
É provável que o experiente Kaba Diawara, com passagens por grandes centros - Espanha, França, Inglaterra e até Turquia - tenha promovido mudanças táticas para a etapa derradeira. Mas o gol de Éder Militão, logo aos dois minutos, praticamente carimbou a vitória brasileira, tanto que o ritmo do jogo diminuiu, pois a própria Guiné aceitou a derrota e o Brasil não levou mais sustos. Aos 42, Vinícius Júnior, cobrando pênalti, fez 4 a 1, fechando a conta.
E quem será o treinador?
Na prática, e pelo menos por enquanto, há pouca novidade em relação à Copa do Qatar. Quando enfrenta times inferiores sob o aspecto técnico - com um ou dois destaques individuais - a seleção vence com alguma dificuldade, mas quando o adversário é de qualidade, como ocorreu contra a Croácia, em 2022, não consegue resgatar o futebol de outros tempos. Essa talvez seja a maior tarefa do próximo - quem será? - treinador, entrenador ou allenatore.
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