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Nova função de Raphinha no Barcelona pode fortalecer a Seleção

Em grande fase, Raphinha atua como falso nove no Barcelona e pode oferecer uma alternativa ofensiva para a Seleção Brasileira

5 nov 2026 - 11h24
(atualizado às 11h24)
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Resumo
Em grande fase no Barcelona, com 19 gols em 13 jogos na temporada, Raphinha tem se destacado na nova função de falso nove sob o comando de Hansi Flick. Ao aliar poder de finalização, intensidade e mobilidade central, o atacante superou Rivaldo e Neymar em gols pelo clube na Champions League. Essa versatilidade e o sucesso tático abrem opções promissoras para Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira, que busca alternativas móveis para o comando de ataque além do centroavante tradicional.

Raphinha, antes de mais nada, atravessa um dos melhores momentos da carreira. Com 19 gols e três assistências em apenas 13 partidas na temporada, o brasileiro tornou-se uma das principais armas ofensivas do Barcelona.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Barcelona
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Barcelona
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Barcelona / RTI Esporte

Além dos números expressivos, o atacante também ganhou uma nova função no esquema de Hansi Flick: atuar como falso nove, com liberdade para atacar a profundidade, circular entre os defensores e aparecer em condições de finalizar.

Uma experiência que pode abrir novas possibilidades para Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira. O camisa 11, que recentemente renovou o contrato com os "blaugrana" até 2030, marcou cinco gols nos últimos três compromissos. Primeiro, balançou a rede contra o Real Madrid.

Depois, marcou duas vezes diante do Alavés e repetiu a dose na vitória por 3 a 0 sobre o Aston Villa, pela Liga dos Campeões. A atuação contra os ingleses também entrou para a história do clube. Com os dois gols, Raphinha chegou a 23 na Champions pelo Barcelona.

Assim, tornou-se o brasileiro com mais tentos pela equipe na competição, superando Rivaldo, com 22, e Neymar, com 21. Além disso, igualou Robert Lewandowski na terceira posição entre os maiores goleadores do clube no torneio. Apenas Lionel Messi, com 120, e Luis Suárez, com 25, estão à frente.

O ritmo impressiona na comparação com a temporada anterior. Em 2025/2026, Raphinha precisou de 33 jogos para marcar 21 gols e dar sete assistências. Agora, em apenas 13 partidas, já soma 19 gols e três passes para gol, aproximando-se da produção anterior em menos da metade dos jogos.

Nova função de Raphinha no Barcelona

A mudança tática é um dos fatores que ajudam a explicar o rendimento. Flick passou a utilizar o brasileiro como referência central do ataque, em vez de mantê-lo exclusivamente aberto pela ponta direita.

O treinador entende que a intensidade, a velocidade e a tendência de Raphinha de atacar os espaços por dentro fazem dele uma opção muito eficiente para a posição. O próprio técnico alemão já o definiu como sua melhor alternativa para atuar como camisa 9.

Raphinha aprovou a adaptação e passou a explorar movimentos de centroavante sem perder a mobilidade. Aproxima-se para participar da construção, ataca as costas da defesa e abre espaços para infiltrações de Lamine Yamal e dos demais atacantes.

Raphinha aprovou a adaptação e passou a explorar movimentos de centroavante sem perder a mobilidade. Aproxima-se para participar da construção, ataca as costas da defesa e abre espaços para infiltrações de Lamine Yamal e dos demais atacantes.

Além das finalizações, Raphinha registra 1,8 passe decisivo por jogo e criou quatro grandes chances. Tem 84% de acerto nos passes e 67% de aproveitamento nos dribles, números que reforçam sua participação na construção ofensiva.

Como Carlo Ancelotti pode aproveitar Raphinha na Seleção?

A experiência no Barcelona pode oferecer ao Brasil uma alternativa ao centroavante tradicional. Raphinha tem mobilidade para recuar na construção, acelerar em direção à área e abrir espaços para os companheiros.

A questão também poderia ser resolvida com alta mobilidade de unidades da frente como Vini Jr, Rayan, Estêvão, Endrick, Matheus Cunha, João Pedro, Gabriel Martinelli e outros que, não sendo jogadores de área, todos podem, através de trocas posicionais.

Aliás, a última convocação de Carletto aponta, precisamente, para isso, com a possibilidade utilização de atacantes mais móveis como, até, os selecionados Allan Elias e Alisson Santana. Ou seja, o único centroavante da convocação para a próxima Data FIFA é mesmo Endrick.

A nova função ainda não está confirmada na Seleção, mas o desempenho no Barcelona oferece argumentos para Ancelotti. Aos 29 anos, Raphinha combina números de artilheiro com mobilidade e versatilidade, características que podem ampliar as opções ofensivas do Brasil.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

RTI Esporte
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