Escolha de Daniel Alves como capitão é um recado para Neymar
A definição do novo capitão da Seleção brasileira não se deve apenas ao histórico de Daniel Alves, o mais veterano do grupo de 23 jogadores convocados para a disputa da Copa América, a partir de 14 de junho. Pesou na decisão do técnico Tite o comportamento extracampo de Neymar, que vinha recebendo a honraria desde o fim da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Isso sinaliza para o craque do PSG que ele não goza mais do mesmo prestígio de antes com a camisa da Seleção.
Na conversa que teve no sábado (25) com Neymar, a quem criticou pela agressão com um soco a um torcedor minutos após a final a Copa da França, no final de abril, no Stade de France, Tite preferiu não associar a troca de capitão ao incidente envolvendo o principal nome da Seleção. Disse que decidiu dar a braçadeira de capitão a Daniel Alves como uma homenagem ao lateral, excluído da Mundial do ano passado por causa de contusão.
Diante de Tite, Neymar deu a entender que concordava com todas as medidas. Resta saber como ele se vai se portar daqui para frente, principalmente nos contatos mais reservados com os demais jogadores da equipe. O atacante sabe que levou um ‘puxão de orelhas’ em razão de sua reação violenta contra o torcedor, mas não há quem possa afirmar que ele conseguirá digerir bem a reprimenda.
O enredo disso tudo não é difícil de prever. Se a Seleção for bem na Copa América, com atuações convincentes e pelo menos chegar à final, o caminho deve continuar livre para Tite. Caso haja uma eliminação inesperada, o técnico tem consciência de que provavelmente não terá respaldo do ‘astro’ da equipe para permanecer no cargo.
De todo modo, a atitude de Tite demonstrou que ele foi coerente com seu discurso de não deixar passar em branco atos de indisciplina de quem joga pela Seleção.
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