Danilo reflete sobre terceira Copa pela Seleção
Lateral/zagueiro do Flamengo jogou as edições de 2018 e 2022, mas soma apenas 372 em campo; aos 34 anos, fala sobre titulares e reservas
Danilo Silva, do Flamengo, é um dos jogadores que irão para a terceira Copa do Mundo defendendo a Seleção Brasileira. O experiente defensor de 34 anos, porém, não angariou muitos minutos em campo nas suas participações em 2018, na Rússia, e em 2022, no Catar - apenas 372.
Agora, em 2026, pode iniciar a jornada da Canarinho rumo ao hexa como titular, visto que Wesley, dono da posição com Carlo Ancelotti, foi cortado às vésperas do Mundial. Danilo, no entanto, não imaginava disputar uma Copa em 2026.
"Vida, né?! A capacidade de se adaptar aos momentos e oportunidades. Quando eu comecei lá atrás, imaginava que poderia jogar três Copas do Mundo, mas pensava em 2014, 2018, 2022. Seria minha idade mais produtiva como atleta, digamos assim. Vim até 2026 em uma outra concepção", disse em entrevista divulgada pelo "ge" nesta quinta-feira (11/6), dia da abertura da Copa.
O zagueiro/lateral seguiu, refletindo sobre sua terceira Copa. Conhecido pela eloquência e liderança, o capitão do tetra da Libertadores do Flamengo falou sobre como o tempo ajuda a analisar melhor as situações da vida.
"Foi uma jornada maravilhosa. Poder participar desta terceira me faz pensar o quanto o tempo é importante na vida. O tempo te faz analisar melhor as situações, ver como você poderia ter gerido tal situação, ter sido importante para o grupo em situação específica. Chego no melhor momento mental possível para colaborar para a posição", refletiu.
Titular ou reserva?
Danilo, então, falou sobre um conceito importante no futebol. Para ele, não existe mais o pensamento sobre "titulares ou reservas", já que um grupo, visando o sucesso, não necessariamente precisa ter tais definições. O mineiro deu o exemplo de seu time, o Flamengo, onde as escalações variam dependendo do adversário.
"Eu entendo completamente, porque as pessoas sempre pensaram isso de que o jogador para estar na Seleção tem que ser o principal jogador do contexto do time dele. Mas os tempos mudaram e a concepção de um grupo vai além disso. Muitas vezes as pessoas que analisam futebol, por má vontade, entende que há titular e os que não jogam. A concepção de futebol hoje vai muito além disso. No Flamengo, a cada jogo vai o time que é mais apto para aquele tipo de adversário, mas insistimos em falar titular e reserva, o que não existe em lugar nenhum. Eu entendo que as pessoas enxerguem desta maneira, principalmente torcedor", encerrou.
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