Por ora, CBF não vê chance de amistoso da Seleção no Brasil
"Sempre foi um sonho meu. Mas o que podemos fazer?", disse Tite sobre atuar como treinador do Brasil no Maracanã
No pós-Copa, a Seleção já fez quatro amistosos (dois nos EUA e dois na Arábia Saudita) e se prepara agora para disputar mais duas partidas em novembro (na Inglaterra). Depois, só deve voltar a jogar em março, novamente fora do Brasil. Essa é uma realidade que já afeta faz anos a relação da torcida com a Seleção. Pelo jeito, não tem solução a curto ou médio prazo.
A própria comissão técnica da Seleção, comandada por Tite, tem dificuldade de lidar com isso. Nesta sexta (26), o técnico lamentou que nunca teve a oportunidade de jogar ou de atuar como treinador do Brasil no Maracanã.
"Sempre foi um sonho meu. Mas o que podemos fazer?", disse Tite, durante entrevista na sede da CBF, no Rio, onde divulgou a lista dos 23 convocados para os jogos com Uruguai e Camarões.
A definição do local dos amistosos, segundo o coordenador da equipe, Edu Gaspar, é fundamentada na logística, a fim de evitar que os jogadores sofram muitos desgastes com as viagens. Isso justifica a marcação dos dois proximos compromissos para a Inglaterra - considerando-se que 90% do grupo atua em clubes europeus.
Mas, deixa no ar pelo menos uma indagação: por que então levar o time para a Arábia ou Estados Unidos? A resposta pode explicar, em parte, essas anomalias. A CBF dá total carta branca à empresa ISE que, por contrato, tem autonomia até 2022 para escolher adversários e os países dos jogos. E a ISE é uma empresa saudita.