CBF fecha patrocínio milionário, após impasse judicial
A CBF encerrou uma disputa judicial de 14 anos com a Marfrig e firmou novo contrato de patrocínio com a Sadia no valor de R$ 400 milhões até 2031.
A CBF resolveu uma batalha judicial que se arrastava desde 2012 e, de quebra, garantiu um reforço de peso fora das quatro linhas. Nesta sexta-feira (20), a entidade encerrou oficialmente o litígio com a Marfrig e confirmou o retorno da Sadia como patrocinadora da Seleção Brasileira em um acordo estratégico às vésperas da Copa do Mundo de 2026.
O novo contrato com a Sadia prevê investimento total de R$ 400 milhões e terá duração até o início de 2031, abrangendo os ciclos dos Mundiais de 2026 e 2030. A marca estará presente nos uniformes de treino, viagem e em ações promocionais da Amarelinha durante a Copa na América do Norte e também na edição centenária de 2030.
A assinatura do acordo só foi possível após o desfecho da disputa com a Marfrig, antiga proprietária da Seara. O impasse teve início quando a empresa interrompeu pagamentos de um contrato firmado em 2010, alegando descumprimentos. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça deu ganho de causa à CBF, e as parcelas pendentes foram quitadas nesta semana, encerrando definitivamente o processo.
O movimento reforça o momento comercial positivo da entidade, que estabeleceu como meta arrecadar R$ 250 milhões extras apenas em 2026. Nos últimos meses, nomes como Uber, Volkswagen e iFood já foram anunciados como parceiros, ampliando o portfólio de patrocinadores.
Além disso, a diretoria trabalha para anunciar uma nova marca global até o fim de fevereiro e mais um parceiro de grande porte antes da estreia da Seleção na Copa do Mundo, marcada para 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova Jersey. Com o caixa fortalecido, a CBF concentra esforços na preparação logística e estrutural para o torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.