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Acordo entre MPF e Nike veta nomes religiosos em camisas da Seleção Brasileira

Polêmica se iniciou quando consumidores não conseguiam personalisar suas camisas com algumas palavras de cunho religioso

16 nov 2022 - 18h01
(atualizado às 19h04)
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Nike é a fornecedora da CBF desde 1996 (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Nike é a fornecedora da CBF desde 1996 (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Foto: Lance!

Logo após o lançamento das novas camisas da Seleção Brasileira, a Nike sofreu uma enxurrada de críticas após proibir personalizar as novas camisas do Brasil com palavras ligadas a religiões de matrizes africanas e permitir palavras como 'Jesus' e 'Cristo'. Essa polêmica acabou se configurando em discriminação religiosa e o Ministério Público Federal (MPF) foi acionado para apurar o caso.

Através da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, o MPF se reuniu com a Fisia, distribuidora da Nike no Brasil, e no último dia 11 firmou acordo com a marca. A informação foi inicialmente publicada pela BBC News Brasil. Em contato com o LANCE!, a Nike emitiu uma nota confirmando a informação.

"A Fisia, distribuidora oficial Nike no Brasil, reforça que não permite customizações de camisas com palavras que possam conter qualquer cunho religioso, político, racista ou mesmo palavrões. A marca informa ainda que esse sistema é atualizado, constantemente, visando cobrir o maior número de palavras possíveis que se encaixem nesta regra. Em relação ao acordo firmado com o MP, a empresa esclarece que continua mantida sua política de customizações"

A Fisia se comprometeu a obedecer a política de marketing da Nike, que proíbe tal crime. Agora não é mais possível personalizar as novas camisas da Seleção Brasileira com palavras de cunho religioso.

Novo uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo (Foto: Divulgação/Nike)
Novo uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo (Foto: Divulgação/Nike)
Foto: Lance!

Apesar de não proibir palavras de religiões ligada ao Cristianismo, a personalização vetava palavras como 'Exu' ou 'Ogum'. Visando evitar essas polêmicas no futuro, a Nike prometeu 'atualizar' sua lista de termos proibidos e a criar um canal de comunicação para receber reclamações e alertas de consumidores.

As novas camisas da Seleção Brasileira custam R$ 349,99 e customização com nome, R$ 14,99 adicionais. A lista de termos 'indisponíveis' no site da Nike vai além das palavras religiosas e inclui vocábulos racistas, palavrões e nomes de políticos.

Pela Copa do Mundo do Qatar, a Seleção Brasileira irá estrear seu novo uniforme diante da Sérvia, no próximo dia 24 de novembro, às 16h (de Brasília). Suíça e Camarões completam o Grupo G.

Lance!
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