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Brasil tem revanche contra o Japão e teste para progresso de Ancelotti

27 jun 2026 - 18h45
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O confronto do Brasil com o ‌Japão pelos 16 avos de final da Copa do Mundo, na próxima segunda-feira, será uma chance de revanche para a equipe de Carlo Ancelotti e um teste para avaliar até onde ele a levou desde o colapso em Tóquio no início da sua gestão.

Os pentacampeões mundiais foram derrotados por 3 x 2 pelo Japão em amistoso disputado em outubro de 2025, após estarem vencendo por 2 x 0, ⁠com três gols sofridos em menos de 20 minutos. Os donos da casa conseguiram sua primeira vitória sobre o ‌Brasil em 14 confrontos.

Foi mais um lembrete da tarefa que Ancelotti herdou ao deixar o Real Madrid, com apenas um ano para transformar uma equipe desorganizada em candidata à Copa do Mundo.

O Brasil ‌estava vacilante quando o italiano chegou, prestes a encerrar sua ‌pior campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas, em quinto lugar, após passar por quatro técnicos diferentes.

Com apenas cinco ⁠janelas para jogos de seleções antes de fazer a sua convocação final de 26 jogadores, Ancelotti aproveitou as três últimas para ampliar os horizontes do Brasil, enfrentando adversários de Ásia, Europa e África.

A perna asiática começou bem. O Brasil goleou a Coreia do Sul por 5 x 0 em Seul e parecia estar a caminho de mais uma vitória confortável em Tóquio, após abrir 2 x 0 em ‌pouco mais de meia hora.

No entanto, o Japão reagiu com força no segundo tempo e o Brasil ficou ‌com uma lembrança nada agradável da ⁠sua viagem.

A partida desta ⁠segunda-feira em Houston, no entanto, será uma história bem diferente.

"Talvez... eles estejam ainda mais motivados", disse o técnico do ⁠Japão, Hajime Moriyasu, aos repórteres após o empate de 1 ‌x 1 de sua equipe com ‌a Suécia, que garantiu o segundo lugar no Grupo F, atrás da Holanda.

"Vamos enfrentar uma seleção brasileira que quer muito vencer. Estou ansioso."

O Japão estará bem diferente da equipe que surpreendeu o Brasil. Lesões privaram Moriyasu do capitão Wataru Endo, dos pontas Kaoru Mitoma e Takefusa Kubo ⁠e do meia-atacante Takumi Minamino, que marcou na vitória de outubro.

O Brasil também parece diferente. A defesa que foi titular em Tóquio desapareceu completamente da seleção de Ancelotti para a Copa do Mundo e sua equipe vem melhorando após estrear no torneio com um empate em 1 x 1 contra Marrocos.

Duas vitórias consecutivas melhoraram o clima. Vinicius Jr. marcou quatro ‌gols e Neymar voltou a defender a seleção após três anos afastado por lesões persistentes.

"Não somos perfeitos. Podemos melhorar. Por exemplo, nosso ritmo com a bola. Podemos ser mais rápidos", disse Ancelotti após ⁠a vitória do Brasil por 3 x 0 sobre a Escócia.

"Mas estou satisfeito porque a equipe melhorou muito desde a primeira partida. Agora é uma competição de mata-mata. Precisamos mostrar muita garra."

O confronto também carrega um significado histórico mais profundo. Faz muito tempo que o Brasil é uma referência para o futebol japonês, uma relação personificada por Zico.

Após ter sucesso com Flamengo, Udinese e seleção brasileira, ele abandonou a aposentadoria para jogar pelo Sumitomo Metal e depois pelo Kashima Antlers, de 1991 a 1994, ajudando a moldar o futebol profissional japonês que estava em desenvolvimento. Ele treinou o Kashima e agora trabalha como consultor técnico no clube.

Zico também foi o técnico da seleção japonesa de 2002 a 2006, conquistando a Copa da Ásia de 2004 e levando-a à Copa do Mundo de 2006, na qual o Brasil venceu por 4 x 1 na fase de grupos, selando a eliminação do Japão.

Portanto, as duas seleções terão contas a acertar em Houston.

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