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Red Bull compra o Bragantino e vai jogar a Série B do Brasileiro

Acordo no valor de R$ 45 milhões faz empresa repetir o que fez na Áustria, Alemanha e Estados Unidos

26 mar 2019
17h29
atualizado às 18h14
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O Bragantino fechou uma parceria com o Red Bull Brasil, que assume o comando do futebol do clube a partir da Série B do Campeonato Brasileiro - a competição tem início no fim de abril. As duas partes oficializaram o acordo na tarde desta terça-feira e até foram recebidas na prefeitura de Bragança Paulista pelo prefeito Jesus Chedid, que é tio de Marco Chedid, atual presidente do clube.

O investimento é da ordem de R$ 45 milhões. Num primeiro momento, toda a parte administrativa e de futebol do clube ficará à cargo do Red Bull Brasil, que aos poucos vai assumir o comando geral do clube. O presidente ainda será Marco Chedid. Existirá um prazo de "ajustamento e transição", pelo qual o controle geral será todo do Red Bull Brasil num prazo estimado de três a cinco anos.

Por RS 45 milhões, Red Bull Brasil compra o clube do Bragantino.
Por RS 45 milhões, Red Bull Brasil compra o clube do Bragantino.
Foto: Reprodução/Red Bull Brasil Twitter / Estadão

Esta foi a forma mais rápida do grupo austríaco para chegar à elite do futebol brasileiro. Ficaria mais demorada - de quatro a cinco anos - e mais custosa entrar na Série D do Brasileiro até obter seguidos acessos para alcançar a Série A.

A empresa já tem clubes na Áustria (Red Bull Salzburg), na Alemanha (RB Leipzig) e nos Estados Unidos (Nova York Red Bulls). No Brasil, o clube foi fundado em 17 de novembro de 2007.

Num primeiro momento, o Red Bull Brasil assume o futebol, aproveitando os seus jogadores que disputarão o Paulistão e mais alguns do atual elenco do Bragantino. E também tem a promessa de reforçar o time com o objetivo de brigar pelo acesso ao Brasileirão de 2020.

Este acordo é o ponto inicial para a saída definitiva da família Chedid, que comanda os destinos do clube desde a década de 60, tendo à frente Nabi Abi Chedid, que depois foi presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Curiosamente, Nabi nunca foi o presidente do clube. O seu filho, Marco Chedid assumiu a presidência em 2007 com cerca de 200 ações trabalhistas e muitas dívidas. Mas o Red Bull Brasil assume um clube com saúde financeira, sem dívidas, e com apenas duas ações trabalhistas.

A TRANSAÇÃO

O negócio começou a sair depois da negativa de negociação por parte do Oeste, de Barueri, que rejeitou uma proposta de R$ 35 milhões para ser incorporado. A partir daí, autorizado por Marco Chedid, um intermediário conversou com o presidente do Red Bull Brasil, Thiago Scuro, nas vésperas do Natal de 2018. E apresentou a opção de acordo com o Bragantino.

De volta ao Brasil no dia 4 de janeiro, Scuro se encontrou com Marco Chedid na sede de sua empresa em Campinas e começou a negociar as pendências para o acordo. Ele foi fechado na Alemanha em fevereiro, quando Luiz Arthur Chedid, filho de Marco Chedid e vice-presidente do Bragantino, na companhia de um advogado, se reuniu com dirigentes da empresa de bebidas.

Nesta reunião foram definidos os valores, forma de pagamento e de investimento, além da maneira legal para o fechamento do acordo. Não só em termos administrativos, como também em termos desportivos, porque agora o acordo precisa ser chancelado tanto pela Federação Paulista como pela CBF. Esta parte já foi negociada pelo próprio Marco Chedid com os presidentes das duas entidades.

As cores da camisa, a forma de apresentação do nome - Red Bull Brasil/Bragantino ou Bragantino/Red Bull) - estão sendo definidas pelo departamento de marketing da Red Bull. Tudo deve ser definido rapidamente, em razão da proximidade do início da Série B, daqui a um mês.

Estadão
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