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Bragantino planeja fazer uma parceria com Red Bull Brasil ou grupo da China

Vaga da equipe do interior paulista na série B gera cobiça de investidores

25 mar 2019
08h56
atualizado às 09h11
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O presidente do Bragantino, Marco Chedid, voltou a admitir no domingo à noite que pode realmente fazer uma grande parceria para viabilizar a participação no clube no Campeonato Brasileiro da Série B e de olho em voltar à elite nacional. O Red Bull Brasil, que busca uma vaga na segunda divisão nacional, pode ser o caminho. Mas existiria também uma oferta da China que seria formalizada nos próximos dias.

"Existe uma conversa com o Red Bull, mas também aguardo uma proposta da China, de um grupo de investimentos. Se não profissionalizarmos o clube, infelizmente não vamos crescer", explicou o presidente, que desmentiu a venda do clube ao Red Bull Brasil por R$ 45 milhões.

Mas Chedid admitiu que uma parceria com o Red Bull Brasil, neste momento, seria muito interessante porque o clube bancado pela multinacional não tem calendário nacional após o Campeonato Paulista. "Teríamos condições de montar um time forte, com amparo financeiro e capaz de chegar à elite. A administração do futebol ficaria todo a cargo do próprio Red Bull, que dispõe de uma grande estrutura", completou.

O Bragantino tem a menor folha dos times que participam do Paulistão, de apenas R$ 350 mil. Não há, segundo o dirigente, como fazer frente aos concorrentes na Série B "que pagam salários de 40, 50 e 60 mil reais para jogador". O dirigente também valoriza a atual condição do clube, que embora não tenha dinheiro no caixa, não deve para ninguém. "Nós estamos com uma ótima saúde financeira. Não devemos nada em termos fiscal e só temos duas ações trabalhistas, algo insignificante". Quando assumiu o cargo em 2007, Chedid encontrou o clube com quase 200 ações trabalhistas, amortizadas em 12 anos.

Por isso, ele vê o futuro do clube como uma grande força do futebol estadual e nacional. "O Bragantino é um clube tradicional, já foi campeão paulista (1990), vice-campeão brasileiro (1991) e que, por isso mesmo, pode angariar um grande parceiro".

Este, segundo ele, seria o caminho natural para sair do atual marasmo repetido com a fraca campanha no Paulistão, quando só escapou do rebaixamento na última rodada. No domingo, o time perdeu para a Ponte Preta, por 1 a 0, pela primeira rodada do Troféu do Interior.

"O Bragantino precisa sair deste cai não cai e de depender apenas da família Chedid. Se não nos adaptarmos à realidade, daqui a pouco o clube fica nas mãos de algum aventureiro e o clube vai para o brejo como já aconteceu com outros como o Barueri, o Mogi Mirim e o Guaratinguetá. Está cheio de gente que usa o clube e vai embora", concluiu.

A direção do Red Bull Brasil não se manifestou oficialmente sobre o assunto nos últimos dias, principalmente porque o time disputa as quartas de final do Paulistão contra o Santos. O presidente Thiago Scuro esteve há 10 dias na Áustria e teria recebido orientações de como conduzir o destino do clube brasileiro a partir deste ano.

O objetivo da empresa é chegar o mais rápido possível à elite nacional. Mas nem tem vaga na Série D do Brasileiro neste ano e, em tese, demoraria mais quatro ou cinco anos para tentar chegar ao Brasileirão se desse tudo certo dentro de campo. A ordem da direção na Áustria é "encurtar o caminho". O Bragantino é uma alternativa; o Oeste, de Barueri (SP), é outra. Ambos já foram contactados.

A direção da Red Bull Brasil também teria desistido de insistir em ter sua sede em Campinas (SP), onde faz concorrência com os centenários Guarani e Ponte Preta, mudando de preferência para Jundiaí (SP), uma cidade grande e mais próxima de São Paulo. De momento, o que sobraria seria mesmo uma parceria com o Bragantino no futebol e que poderia ser ampliada no futuro.

Estadão
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