SAF do Botafogo nega venda de controle e esclarece relação com GDA Luma
Em relatório à recuperação judicial, a SAF do Botafogo negou a venda de seu controle societário à GDA Luma, esclarecendo que a relação atual se limita a um financiamento DIP para manter as atividades do clube. Embora exista a possibilidade futura de conversão dessa dívida em ações por meio de um acordo global envolvendo a Eagle Bidco e o Botafogo de Futebol e Regatas, a formalização desse pacto ainda não ocorreu, mantendo a SAF sob o mesmo comando durante este período de transição.
O Botafogo ainda não formalizou um acordo para a venda do controle acionário de sua SAF à GDA Luma. Em relatório apresentado nos autos da recuperação judicial, no último dia 21 de setembro, o clube esclareceu que, até o momento, existe apenas uma operação de financiamento na modalidade Debtor-in-Possession (DIP). As informações são dos jornalistas Leonardo Andrade, do FogãoNet, e Pedro Dep, do Setor Visitante.
Segundo o documento, o financiamento foi submetido à apreciação do Juízo da Recuperação Judicial e tem como objetivo preservar as atividades da SAF. A operação, portanto, não representa a compra de ações nem estabelece a transferência do controle societário do Botafogo para a GDA Luma.
"Até o presente momento, não foi celebrado qualquer acordo vinculante para aquisição do controle acionário da SAF Botafogo pela GDA LUMA, de modo que não se tem ainda informações mais atualizadas, além daquelas reportadas no dia 15 de junho de 2026. O instrumento efetivamente formalizado entre as partes refere-se à operação de financiamento na modalidade Debtor-in-Possession (DIP Financing), devidamente submetida à apreciação autorizada pelo Juízo da Recuperação Judicial", e prosseguiu:
"Referida operação possui natureza de financiamento destinado à preservação das atividades da Recuperanda, não constituindo contrato de compra e venda de ações, acordo de investimento ou instrumento vinculante de transferência de controle societário", diz a SAF.
Botafogo de Futebol e Regatas, GDA Luma e Eagle Bidco
O relatório também menciona a possibilidade de converter os valores negociados em ações, conforme um eventual acordo global entre Botafogo de Futebol e Regatas, GDA Luma e Eagle Bidco. Entretanto, a SAF informou que ainda não recebeu confirmação de que esse entendimento tenha sido formalizado pelas partes envolvidas.
"Também se previu que tais valores negociados poderiam ser quitados via conversão dos créditos em ações, na forma do acordo global a ser celebrado entre o Botafogo de Futebol e Regatas, GDA Luma e Eagle Bidco, mas ainda não se tem informação de que esse acordo global tenha sido firmado. Mantemos o compromisso da SAF Botafogo de reportar à Administração Judicial conjunta qualquer informação sobre o acordo", finaliza o documento.
Dessa forma, o Botafogo permanece em um período de transição, sem um vínculo definitivo assinado com o empresário Gabriel de Alba para a aquisição do controle acionário da SAF. Embora o financiamento represente uma operação já formalizada, uma eventual mudança no comando societário ainda depende da celebração de um acordo entre as partes.
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