Botafogo sofre quarto transfer ban da Fifa no ano e segue sem poder registrar novos jogadores
Nova punição foi registrada nesta quarta-feira no site da entidade que governa o futebol mundial
O Botafogo foi punido pela Fifa com um quarto transfer ban em 2026, o terceiro somente em maio. A sanção foi registrada nesta quarta-feira, 27, no site da entidade e, desta forma, o time alvinegro ficará proibido de registrar jogadores por três janelas.
Segundo o portal ge, desta vez a punição é relacionada à compra do meia Artur, contratado junto ao Zenit, da Rússia, e que hoje está emprestado ao São Paulo. Antes da sanção, o Botafogo já havia sido condenado pela Fifa a pagar a dívida aos russos, que se refere a três parcelas de cerca de R$ 11,4 milhões (1,9 milhão de euros), totalizando aproximadamente R$ 34,1 milhões (5,7 milhões de euros).
No início do mês, a Fifa aplicou transfer ban por tempo indeterminado devido à dívida relacionada à compra de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos. Apesar de já ter pago uma parcela de US$ 10 milhões, houve atrasos na sequência do pagam do acordo realizado em fevereiro, segundo o ge. Além do valor da transferência, há uma multa prevista pelo não pagamento no prazo.
Desde abril, o clube foi sancionado pela entidade que governa o futebol mundial por duas vezes. O primeiro transfer ban é de 20 de abril, pela dívida com o Ludogorets por Rwan Cruz. O segundo é referente à contratação do uruguaio Santi Rodríguez, que veio do New York City, dos Estados Unidos.
A quarta punição da Fifa é mais um capítulo da grave crise institucional do Botafogo. Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Tribunal Arbitral da FGV é o órgão competente para julgar disputas societárias e de governança da SAF do Botafogo, retirando a competência da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Com isso, o controle do clube foi devolvido à Eagle Football Holdings, dona de 90% das ações da SAF, juntamente com o poder de voto.
A decisão foi classificada como uma derrota relevante do clube associativo, que controlava interinamente a SAF enquanto busca novo investidor. Outro que também foi negativamente impactado foi o empresário John Textor, que ainda busca retomar o controle depois de ser retirado do comando como resultado de um conflito societário. Vale ressaltar que ainda cabe recurso à decisão.
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