Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo e deixa legado de títulos e patriotismo
Lenda do basquete mundial, o 'Mão Santa' lutou por 15 anos contra um câncer no cérebro e se recusou a jogar na NBA por amor à seleção brasileira
O Brasil perdeu um de seus mais importantes jogadores de basquete. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos. O "Mão Santa" chegou já sem vida no hospital Municipal Santa Ana, segundo informou a prefeitura de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
Oscar havia sido levado às pressas ao hospital depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa, em Alphaville. A morte foi confirmada pela família, por meio de comunicado. Ele deixa a mulher, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.
O Mão Santa defendeu Palmeiras, no qual iniciou sua trajetória, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, além de ter tido passagens por times da Espanha e da Itália.
No início de abril, ele foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), durante cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio. Como havia passado por cirurgia, não esteve no evento e foi representado pelo filho.
Quase senador
Em 1998, Oscar concorreu ao senado por São Paulo na chapa do Paulo Maluf e foi derrotado por Eduardo Suplicy. "Ainda bem que não fui eleito", declarou o ex-jogador, sob o argumento de que não se via "naquilo", a política.
"No meio da campanha, eu vi muita coisa que não gostei. Eu queria ser presidente do Brasil, esse era meu objetivo. E, de senador pra presidente é um pulo, né. Faz sua candidatura rapidinho. Mas não gostei de muita coisa e vi que não era o meu mundo. Prefiro andar de bermuda", justificou.
Seu desejo era ser presidente, mas a política o desiludiu. "Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo".
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