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Playoffs NBB: Mogi Basquete (8º) x (9º) Unifacisa

Com números parelhos no NBB, os dois times brigam por uma vaga nas quartas de final da competição; vencedor enfrenta o Flamengo

19 abr 2021 14h14
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Confrontos na temporada: Mogi 1 x 1 Unifacisa

11/12 -  Mogi 98 x 91 Unifacisa

28/02 - Unifacisa 88 x 70 Mogi

Datas do confronto (Rio de Janeiro-RJ)

21/04: Unifacisa x Mogi - 19h - com transmissão do DAZN

23/04: Mogi x Unifacisa - 20h - com transmissão do DAZN

25/04: Unifacisa x Mogi - Horário a ser definido*

* Se necessário

Horários de Brasília

Antônio Penedo/Mogi Basquete

Mesmo com orçamento reduzido, o Mogi Basquete fez uma campanha acima das expectativas e finalizou o Novo Basquete Brasil (NBB) 2020/21 na oitava colocação. Os mesmos números de vitórias e derrotas são os principais reflexos da temporada inconstante e de altos e baixos do time paulista. Entretanto, os comandados de Guerrinha colecionaram bons momentos ao longo da fase regular da competição. O mais recente, por sinal, foi o grande triunfo sobre Bauru na última rodada do NBB.

Além da competência do técnico Jorge Guerra frente à seu coletivo, os destaques individuais foram, sem dúvidas, fator crucial para o desempenho mogiano na atual temporada. Um dos jogadores que mais evoluíram no cenário nacional, o ala-pivô Wesley Castro obteve médias impressionantes de 15.5 pontos e 6.2 rebotes. Todavia, o líder de assistências (8.9) da liga Fúlvio teve grande impacto na campanha do Mogi. Em ano eficiente, o célebre armador colocou sua equipe no patamar de segundo time a distribuir mais assistências no NBB 2020/21 (20.5). Além da dupla, Dominique Coleman também também teve sua importância atuando como pontuador e fechou a época com média de 15.2 pontos por jogo.

Oitavo melhor ataque da temporada (80.3 pontos anotados por jogo), o Mogi de Fúlvio e companhia fez jus a sua posição na tabela do NBB. O desempenho ofensivo regular, contudo, não foi compensado na defesa. O time de Guerrinha finalizou a edição com a sexta pior defesa (82.4 pontos sofridos por jogo), um dado no mínimo preocupante. Além do Top 2 em assistências, os paulistas foram a sexta equipe mais eficiente do campeonato, destacaram-se também nos rebotes (38.8) e tocos (terceiro com 2.6). Em suma, tem potencial para surpreender nos playoffs, mas precisam de constância.

Foto: Reprodução / Twitter do NBB

Assim como seu futuro adversário, a Unifacisa também não correspondeu às expectativas impostas no início do NBB, mas negativamente. Sensação da intertemporada devido ao orçamento elevado e grande fluxo de contratações em meio à pandemia do coronavírus, o time paraibano era cotado para ser uma das principais forças da temporada. No entanto, a promissora equipe de Campina Grande enfrentou diversas dificuldades no decorrer da competição e fechou a fase inicial na nona posição e com campanha negativa: 14 vitórias e 16 derrotas.

Individualmente, as peças principais do time agora comandado por César Guidetti também deixaram a desejar. Cestinha da Unifacisa na temporada, Betinho finalizou a temporada com médias de apenas 12.6 pontos, uma regressão significativa comparada ao desempenho do ala na edição anterior do NBB, quando ainda vestia a camisa do Pinheiros. Neehmias Morillo (12.3 pontos) e Nate Barnes (11.0 pontos), outros dois pontuadores dos nordestinos, também não mantiveram os números da temporada anterior, o que também foi o caso de Rafa Oliveira.

Já no jogo coletivo, a Unifacisa bateu outras dez equipes, inclusive Mogi, e finalizou o NBB com o sexto melhor ataque, anotando 82.4 pontos por partida. O sistema defensivo, por sua vez, não foi destaque, mas também não é um ponto negativo. Sofrendo em média 81.6 pontos em 30 jogos, os paraibanos ficaram com a sétima pior defesa da liga. Uma grande desvantagem em relação ao próximo adversário é o rebote: os comandados de César Guidetti são o segundo time que menos coletaram rebotes na temporada (36.2). Porém a Unifacisa tem larga vantagem em outra estatística, os roubos de bola: 7.8 por jogo (terceiro na liga), enquanto Mogi é a equipe com maior média de erros (15.2).

A expectativa é de que Mogi e Unifacisa façam a série mais equilibrada desta primeira janela de playoffs do NBB 2020/21. Não só pelas colocações finais e campanhas de ambas a equipes, mas também por números e contextos extremamente parecidos. Na temporada regular, uma vitória para cada lado. Em primeiro momento, triunfo mogiano após quarenta minutos parelhos e de um basquete vistoso. No segundo duelo, o time da Paraíba teve um ótimo desempenho nos dois lados da quadra e conquistou o resultado positivo de maneira tranquila.

Os dois times vem de sequências inconstantes ao fim da temporada regular. Em baixa no NBB, a Unifacisa foi derrotada cinco vezes nos últimos seis jogos e perdeu posições na tabela devido a má fase. Já o Mogi tem 50% de aproveitamento no mesmo período de partidas. São três vitórias e três derrotas para os comandados de Jorge Guerra.

De certo, o técnico César Guidetti contará com a indiscutível qualidade individual de seus atletas para fazer frente ao Mogi e garantir a classificação, o que obviamente não é má ideia visto que Betinho, Barnes, Morillo e outros já mostraram que são atletas com capacidade de decisão e podem sim desencadear o rumo de uma partida. No entanto, será necessário mais que isso para crescer no momento mais importante da temporada, mas os números coletivos extremamente parelhos tornam o individual uma arma definitiva para os dois clubes.

Assim como Guidetti, Guerrinha também deve apostar em seus jogadores. A vez é da dupla Fúlvio e Wesley, uma das mais acionadas em todo o NBB. Na grande vitória de Mogi sobre a Unifacisa em dezembro de 2020, eles combinaram para 48 dos 98 pontos mogianos, além do ala-pivô e do armador contribuírem com 11 rebotes e 16 assistências, respectivamente. Já na derrota expressiva no segundo embate, Fúlvio e Wesley, juntos, não conseguiram produzir quase nada.

Em suma, não há favoritismo nesta série e ambos os lados tendem a protagonizar confrontos equilibrados. Por se tratar de uma melhor de três, tudo fica ainda mais imprescindível. O plantel da Unifacisa, contudo, tem mais amplitude, o que deve ser determinante para definir o classificado.

Palpite: Unifacisa 2×1 Mogi Basquete

Jumper Brasil
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