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Automobilismo

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WEC: Ian James prevê fim do Valkyrie V12 no novo regulamento "Acho que 2029 será o último ano"

Em entrevista durante as 6 Horas de São Paulo, o chefe da Heart of Racing falou sobre o futuro do Valkyrie, o carro mais amado do grid

17 jul 2026 - 15h13
(atualizado às 15h16)
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Aston Martin Valkyrie
Aston Martin Valkyrie
Foto: Paulo Abreu / Parabólica

Dentro do regulamento do FIA WEC algo chama bastante atenção: a variedade de motores. Nesse quesito, ninguém supera o Aston Martin Valkyrie. Apesar do desempenho bastante irregular, o carro com motor V12 chama a atenção dos fãs em todas as pistas e acaba sendo o mais querido no geral.

Mas sua adaptação ao regulamento Hypercar trouxe algumas questões. Primeiro, o carro não possui sistema híbrido, ao contrário de seus concorrentes, por opção técnica. Segundo, ainda é claramente bastante sensível e opera dentro de uma janela muito pequena. No WEC, seu melhor desempenho foi nas 6 Horas de Spa deste ano, onde chegou em quarto lugar, com o melhor ritmo de prova em alguns momentos.

Ian James durante as 24 Horas de Le Mans
Ian James durante as 24 Horas de Le Mans
Foto: Divulgação / Aston Martin Racing

Para 2030, um regulamento que trará novos desafios, como a obrigatoriedade do sistema híbrido e outras mudanças, pode obrigar o Valkyrie a ser aposentado. Em entrevista exclusiva ao Parabólica, Ian James, chefe da Heart of Racing, falou sobre o futuro do carro no novo regulamento:

"Eu não acho que a Valkyrie entrará no próximo regulamento, justamente pela forma como ela é. Único em termos de design e estrutura. Mas a Aston Martin tem muitos carros empolgantes e isso não quer dizer que outro carro não possa ser adaptado ou ser baseado nele, sabe? Então, acho que 2029 será o último ano do Valkyrie, mas veremos o que vem de empolgante por aí."

No portfólio atual, a Aston Martin não tem nenhum carro que poderia substituir o Valkyrie com motor V12. Mesmo assim, Ian James destaca que o novo carro quer manter o legado de favorito dos fãs:

"Nós amamos o WEC e amamos corridas de endurance. Então, com sorte, no novo conjunto de regras, traremos algo que seja um pouco diferente também. Um dos principais fatores determinantes é que queremos fazer algo que — e acho que podemos dizer com segurança — nos torne os favoritos dos fãs. Não queremos construir um carro feito em série, igual ao de todo mundo, sabe? Então, queremos fazer algo um pouco especial. E acho que provavelmente ainda há espaço suficiente no próximo conjunto de regras para fazer isso. Será híbrido? Sim, terá que ser se quisermos continuar no campeonato."

Porém, até 2030 ainda existe muito tempo. Falando do presente, Ian James contou sobre os desafios de adaptação do Valkyrie:

"Acho que quando você pega um carro baseado em um modelo de rua e o converte em um carro de corrida, é muito mais difícil do que simplesmente construir um carro de corrida do zero. Provavelmente é o dobro do trabalho. E acho que, como estamos no segundo ano do programa, ainda estamos fazendo boas melhorias. Então, acho que ainda tem muita coisa por vir."

Apesar de ter liderado um treino livre no Brasil, o Valkyrie conseguiu apenas a 6ª posição na corrida, com a dupla do carro #007, composta por Tom Gamble e Harry Tincknell. Porém, o ano está mais promissor que o passado: a equipe está em 7º no campeonato, à frente da Peugeot e da estreante Genesis. Mas ainda existe espaço para evolução, e é isso que Ian espera:

"Definitivamente não estamos no limite do que podemos fazer com esse carro, sabe? Nossa esperança é que, no resto deste ano e no próximo, possamos dar um grande passo à frente em termos de nossa posição no grid e na disputa por vitórias. Mas acho que o trabalho inicial foi muito maior do que algumas pessoas imaginavam, justamente porque tivemos que pegar o que já estava projetado e adaptar, em vez de começar com uma folha de papel em branco."

Parabólica
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