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Automobilismo

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Stock Car: Barrichello cobra R$ 2,4 milhões da Scuderia Bandeiras na Justiça

Piloto entrou com ação após equipe deixar a categoria durante a temporada de 2026 e pede também liberação contratual

26 ago 2026 - 16h15
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Foto: Paulo Abreu / Parabólica

Rubens Barrichello entrou na Justiça contra a Scuderia Bandeiras e empresas relacionadas à equipe após o encerramento das atividades do time na Stock Car em meio à temporada de 2026. O bicampeão da categoria cobra cerca de R$ 2,4 milhões e solicita a suspensão dos efeitos da cláusula de exclusividade prevista em seu contrato. A ação tramita na 10ª Vara Cível da Comarca de Sorocaba, em São Paulo.

De acordo com informações publicadas pelo Motorsport.com, Barrichello move uma ação de resolução contratual com pedidos de cobrança e reparação por danos materiais e morais. O piloto havia sido contratado para disputar exclusivamente a temporada de 2026 pela Bandeiras, com remuneração total prevista de R$ 2 milhões, dividida em dez parcelas de R$ 200 mil. O acordo também estabelecia o pagamento de comissão sobre patrocínios provenientes do Grupo ALE.

A situação teve início após a Scuderia Bandeiras anunciar sua saída da Stock Car em 1º de julho. Naquele momento, cinco das 12 etapas previstas para a temporada já haviam sido realizadas. Segundo a ação apresentada pela defesa de Barrichello, o piloto cumpriu as obrigações estabelecidas no contrato e respeitou a exclusividade, mas ficou sem carro e estrutura para seguir competindo depois da decisão da equipe.

A saída da Bandeiras também interrompeu uma sequência iniciada em 2013. Desde sua estreia na Stock Car, Barrichello nunca havia ficado sem um carro para disputar o campeonato durante uma temporada. Os representantes do piloto argumentam no processo que os conflitos entre a equipe e a organização da categoria pertenciam à esfera empresarial e não poderiam ter seus efeitos transferidos ao competidor.

Entre os valores cobrados está uma parcela de R$ 200 mil com vencimento em 15 de agosto, que, segundo o processo, não foi paga. Barrichello também reivindica as parcelas restantes do acordo e R$ 39 mil referentes ao saldo de comissão pelo patrocínio com a ALE.

O contrato ainda previa uma multa de R$ 2 milhões em caso de descumprimento injustificado de cláusula considerada essencial, com redução proporcional ao período já cumprido. Esse valor foi calculado proporcionalmente na ação. O piloto também pede R$ 200 mil por danos morais e à imagem. Somados os diferentes pedidos, o processo recebeu o valor de R$ 2.405.666,67.

Além da cobrança, Barrichello solicitou uma tutela de urgência para suspender imediatamente a cláusula de exclusividade, o que permitiria ao piloto acertar com outra equipe e retornar ao grid da Stock Car. A defesa também pediu, como medida cautelar, o bloqueio de ativos financeiros das empresas envolvidas até o limite do crédito discutido no processo. A ação foi protocolada em 20 de agosto e segue em andamento.

Após a divulgação do caso, a Scuderia Bandeiras e Átila Abreu se manifestaram. A equipe afirmou que nunca se opôs à liberação de Barrichello para competir por outro time e informou que mantém à disposição do piloto, sem custos, carro, carreta, engenheiros, mecânicos e estrutura para possibilitar seu retorno às pistas. A Bandeiras também declarou que espera resolver as questões contratuais existentes entre as partes.

Parabólica
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