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NASCAR: "Gosto de toda a informação para não ser surpreendido", diz Kyle Larson sobre o rádio

Bicampeão da Cup Series revela como o excesso de detalhes repassados por Cliff Daniels se tornou uma de suas maiores armas nas pistas

19 abr 2026 - 12h08
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Foto: NASCAR / Reprodução

No automobilismo, o silêncio no rádio muitas vezes é considerado de ouro para que os pilotos mantenham a concentração máxima. Para Kyle Larson, no entanto, a lógica de funcionamento é exatamente a oposta. O bicampeão da NASCAR Cup Series tem no carro rápido da Hendrick Motorsports uma arma óbvia, mas o seu verdadeiro trunfo não tão secreto é o fluxo constante, e quase excessivo, de informações que recebe do seu chefe de equipe, Cliff Daniels.

Daniels, que atua como uma espécie de "animador de torcida" e nunca se exalta ou se abate muito no rádio, funciona como os olhos e ouvidos de Larson quando o piloto do #5 está liderando o pelotão, distante das disputas e acidentes no meio do grid. Essa dinâmica exigiu uma certa adaptação no início da parceria.

Larson tem o hábito de fazer dezenas de perguntas sobre eventos que ocorrem fora da "bolha" da sua equipe, algo que inicialmente deixava Daniels louco. No entanto, a dupla rapidamente encontrou o ritmo ideal, transformando essa comunicação intensa em uma das maiores vantagens estratégicas do esporte.

"Sinto que o Cliff e eu temos uma ótima comunicação no rádio durante a corrida. Quando as coisas estão indo normalmente e eu estou lá na frente, há muitas vezes em que você não vê os outros ou não sabe o que está acontecendo", explica Larson.

O excesso de dados ajuda o piloto a não ser pego desprevenido por bandeiras amarelas, táticas adversárias ou problemas com pneus em outros carros.

"Isso apenas ajuda a pintar um quadro da corrida para mim, entender o que os outros estão enfrentando e a estratégia. Me ajuda a planejar com antecedência e não ser surpreendido por nada. Não sei, eu gosto de toda a informação", destaca o piloto.

Mais do que ser apenas um ouvinte passivo, Larson utiliza todos esses dados brutos como base para a sua tomada de decisão em frações de segundo atrás do volante. A comunicação ininterrupta, que para muitos pilotos poderia soar como uma distração incômoda, é a principal ferramenta que o mantém focado no objetivo final.

"Acho que ele me passa muita coisa, mas é a quantidade certa", avalia Larson. "Sou uma pessoa de ritmo, gosto de planejar. Isso me ajuda, acredito, a chegar melhor ao fim da corrida. Mas rapidamente, quando comecei a trabalhar com ele no rádio, aprendi que realmente gosto disso, foi muito bom para mim e meio que me ajudou a me manter no caminho certo."

A sintonia fina entre a pilotagem extremamente agressiva de Kyle Larson e a gestão calculista de Cliff Daniels gerou uma das parcerias de maior sucesso, provando que, na NASCAR, o controle da informação vale tanto quanto a potência do motor.

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