MotoGP anuncia suspensão da MotoE após sete temporadas
Após sete anos, categoria elétrica deixa o calendário por falta de adesão e evolução do mercado
A MotoGP anunciou na manhã desta quinta-feira (11) a suspensão do Campeonato Mundial de MotoE ao fim da atual temporada. A decisão foi tomada em conjunto com a FIM (Federação Internacional de Motociclismo), após sete anos de competição, diante da dificuldade da categoria elétrica em apresentar evoluções significativas, sem conquistar espaço entre os fãs e acompanhar o ritmo da indústria.
Apesar de corridas competitivas e bons momentos em pista, a organização reconheceu que o mercado de motos elétricas de alto desempenho não evoluiu como esperado. Ao mesmo tempo, as fabricantes têm direcionado seus esforços para o aperfeiçoamento dos motores a combustão mais eficientes e para o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis.
Segundo o comunicado oficial, a MotoGP está comprometida em liderar práticas sustentáveis, com a previsão de utilizar combustíveis 100% não fósseis a partir de 2027, ampliando o percentual de 40% já adotado desde 2024. A medida reforça o empenho da categoria com a sustentabilidade e o futuro do esporte.
O presidente da FIM, Jorge Viegas, reconheceu o empenho dos envolvidos e destacou a importância da experiência da MotoE: “Apesar dos esforços conjuntos com a Dorna, não atingimos os objetivos e a indústria de motos elétricas não evoluiu como prevíamos. As corridas foram realmente fantásticas e gostaria de agradecer a todos os pilotos e equipes que competiram na MotoE e, claro, à Dorna”
Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna Sports, complementou sobre o papel da categoria: “A MotoE proporcionou uma ação incrível na pista e coroou campeões e vencedores, desempenhando um papel valioso na missão da MotoGP de inovar, sem medo, e nunca se esquivar de fazer algo novo. Seguimos atentos às demandas do público e às tendências do mercado e, por isso, entendemos que este é o momento apropriado para colocar o projeto em pausa. Agradeço a todos que contribuíram para tornar a MotoE uma realidade desde 2019.”
A FIM e a MotoGP afirmaram que continuarão acompanhando o desenvolvimento da indústria, reconsiderando o retorno da categoria no futuro, caso as motos elétricas ou outras tecnologias sustentáveis ganhem maior relevância.