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Williams até evolui, mas segue dependente de boas performances de Russell em 2021

Depois de sofrer no fim do grid em 2021, a Williams conseguiu mostrar-se competitiva no GP do Bahrein, mas ainda precisa dos poucos brilhos de George Russell para sonhar com bons resultados enquanto Nicholas Latifi ainda sofre com o carro

3 abr 2021 - 04h02
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A dupla da Williams no GP do Bahrein
A dupla da Williams no GP do Bahrein
Foto: Beto Issa / Grande Prêmio

Pela primeira vez na história, a Williams começou uma temporada da Fórmula 1 sem alguém da família que dá nome à equipe no comando. Agora sob a gerência da Dorilton Capital, o time parece ter maior investimento a ser favor para sair da inconveniente posição de pior posição do grid — como amargou nos últimos anos — e parece, pelo menos no GP do Bahrein, que mudanças significativas aconteceram.

Se você olhar para a classificação final da prova, não vai notar nada excepcional. George Russell foi o 14º de 16 pilotos que finalizaram a corrida em Sakhir. Nicholas Latifi não foi tão longe e abandonou na volta 51, mas também não saiu das últimas posições. Mas, então, o que nos faz pensar que a Williams deu um salto em relação a 2020? Bem, não era uma situação tão impossível de acontecer, convenhamos.

No último ano, o time de Grove terminou sem marcar pontos com Russell e Latifi. Ainda que o britânico tenha obtido alguns brilhos esporádicos em classificações, nas corridas o carro deixava a desejar e seus pontos foram obtidos quando correu pela Mercedes — quando Lewis Hamilton foi diagnosticado com Covid-19. A dupla de pilotos bateu na trave muitas vezes, com quatro 11º lugares, mas nada de pontos para a Williams.

George Russell fez um fim de semana decente no Bahrein
George Russell fez um fim de semana decente no Bahrein
Foto: Williams / Grande Prêmio

Ainda que a equipe não tenha dado um passo tão significativo quanto a Alfa Romeo, que conseguiu até mesmo beliscar um espaço no Q3, a Williams já se coloca como superior à Haas de maneira inquestionável. Em que pese a rival com dois novatos e um carro instável, a Williams já mostrava ser mais equilibrada e minimamente competitiva ao longo dos testes de pré-temporada, com tempos razoáveis. Ainda é muito longe, sim, de um time que outrora brigava por pódios e vitórias. Até mesmo pontuar é um sonho distante atualmente, mas é possível acreditar se o carro continuar evoluindo.

Na classificação para o GP do Bahrein, Russell fez o que sabe de melhor com essa Williams: tirou um resultado além do esperado. No Q1, ficou com o 13º posto de maneira confortável e avançou à fase seguinte. Não conseguiu ir muito longe depois, largando em 15º, mas mostrou competitividade e tempos próximos aos de equipes como Alpine, AlphaTauri, Alfa Romeo e Aston Martin.

Latifi até que não fez feio, mas também pouco fez. Sair da lanterna do grid é muito pouco, mesmo para um piloto pagante de equipe fraca como ele, tendo o companheiro frequentemente avançando ao Q2. Ainda assim, o canadense conseguiu um respeitoso 17º lugar, à frente de Sebastian Vettel, e apenas 0s3 atrás de um espaço na parte intermediária da classificação.

Nicholas Latifi ainda parece distante de qualquer tipo de brilho na F1
Nicholas Latifi ainda parece distante de qualquer tipo de brilho na F1
Foto: Beto Issa / Grande Prêmio

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Após a primeira corrida do ano, Russell admitiu que "infelizmente as coisas não mudam tão depressa na Fórmula 1″, mas já virou a chave para 2022, quando a categoria vai implementar novo regulamento, com muitas mudanças nos carros. Hoje, mesmo com o Dorilton Capital, a ordem interna é sobreviver e depois sonhar com voos mais altos. E a confiança para isso está depositada no britânico, ainda que seja especulado para uma mudança para a Mercedes no próximo ano.

Com poucos brilhos, George é a esperança da Williams em ver alguns poucos pontos. Enquanto Latifi segue sofrendo com o carro e não consegue se soltar da fama de "piloto pagante", o britânico é quem carrega a equipe no colo com resultados e a faz parecer um pouco mais evoluída do que realmente é. As mudanças existiram, é verdade, mas pouco demais para conseguir sonhar alto.

Com um único piloto, a Williams fica limitada para voar alto, mas sabendo do talento de Russell é inegável que dá para imaginar um bom resultado em breve. Dependendo dos poucos brilhos dele, o time de Grove quer se recuperar. O primeiro passo já foi dado no Bahrein, deixou o fim do grid nos braços da Haas e de seus pilotos novatos. Se Latifi vai virar o jogo e se tornar a salvação, hoje não passa de sonho. No momento, é apenas um coadjuvante de Russell, o único capaz de brigar com o FW43B.

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