F1: Entenda porque GPs do Bahrein e Arábia Saudita devem ser cancelados
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Estamos no final de semana de estréia da temporada 2026 da categoria, mas por ser um esporte global, a logística (equipamentos, estruturas, peças) dos próximos eventos já foi despachada de navio e enfrenta dificuldades para chegar aos destinos. É o caso dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita, que estão programados para acontecer no mês de Abril, mas vêm enfrentando dificuldades de transporte. O equipamento para ambos os eventos está no Bahrein, mas sem ter para onde ir por conta do conflito que afeta a região.
Apesar de rumores sobre possíveis corridas substitutas na Europa, a tendência no paddock é que essas etapas simplesmente não sejam realizadas. Segundo informações de jornalistas que estão na Austrália, o clima das equipes é de que o cancelamento das provas na região não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”. Embora circuitos como Ímola, na Itália, e Portimão, em Portugal, tenham sido citados como alternativas, a chance de substituição é considerada pequena. Um dos principais obstáculos envolve questões comerciais: quem organiza e paga pela realização de um Grande Prêmio é o promotor local, e a Fórmula 1 evita assumir esses custos diretamente.
Outro fator que pesa contra a realização de provas extras é o curto prazo para organização. Durante a pandemia, corridas foram adicionadas de última hora porque aconteceram sem público, o que reduziu a complexidade logística. Em um cenário normal, a venda de ingressos, a contratação de equipes locais e a estrutura do evento exigem planejamento antecipado.
A logística global do campeonato também é um problema. Após o GP do Japão, todo o equipamento das equipes está programado para seguir diretamente para o Bahrein. Caso as corridas sejam canceladas, será necessário reorganizar o transporte para o próximo destino do calendário, Miami, o que exige decisões rápidas.
Com isso, o cenário mais provável é que a Fórmula 1 cancele as duas corridas que aconteceriam no mês de abril, o que deixaria um intervalo de um mês entre os GPs do Japão, em 29 de Março e Miami (EUA) no dia 03 de Maio. Algumas equipes até avaliam a possibilidade de aproveitar o período para levar os carros de volta às fábricas e realizar ajustes, enquanto a ideia de uma semana extra de testes na Europa ainda não foi discutida oficialmente.