F1: Piastri surpreende e trava batalha com Russell no GP do Japão
Australiano pula de 3º para 1º na largada, freia a reação da dominante Mercedes e dita o ritmo até a entrada do Safety Car
O Grande Prêmio do Japão entregou um espetáculo inesperado logo em seus primeiros metros. Oscar Piastri, da McLaren, surpreendeu ao saltar da terceira posição para assumir a liderança na largada, aproveitando-se do principal ponto fraco da dominante equipe Mercedes na temporada: as saídas. O que se seguiu foi uma intensa e inesperada batalha pela primeira posição contra George Russell, neutralizada apenas após um acidente exigir a entrada do Safety Car.
A Mercedes vem sobrando na atual temporada, consolidando-se como o carro a ser batido. No entanto, o "calcanhar de aquiles" da equipe alemã voltou a assombrar seus pilotos no apagar das luzes em Suzuka. O pole position, Andrea Kimi Antonelli, despencou para a sexta colocação. George Russell, que partia em segundo, também sofreu, caindo para o quarto lugar, atrás de Lando Norris e Charles Leclerc.
Enquanto os carros da equipe alemã tracionavam mal, Piastri não perdoou. O australiano largou perfeitamente e assumiu a ponta de forma magistral. Com um ritmo forte de recuperação, Russell não demorou a reagir: superou Leclerc e Norris rapidamente, retomando a segunda colocação de onde havia largado e partindo à caça do líder.
A diferença, que chegou a ser superior a dois segundos, foi rapidamente pulverizada pelo britânico. No entanto, contrariando as expectativas de uma ultrapassagem fácil, dada a superioridade do equipamento da Mercedes, o piloto da McLaren mostrou serviço. Piastri travou uma batalha ferrenha, fechou a porta para as investidas de Russell e, de forma surpreendente, conseguiu não apenas resistir aos ataques, mas também estabilizar a liderança, voltando a abrir uma margem que variava entre um e dois segundos de vantagem.
A confiança do australiano ficou evidente pelo rádio. Em comunicação direta com a equipe McLaren, Piastri foi enfático sobre as chances reais de triunfo:
"Se conseguirmos segurar o piloto da Mercedes, nós devemos vencer a prova."
A tensão pela liderança e o xadrez estratégico entre as duas equipes ditavam o ritmo da corrida e duraram até o final da janela de pit stops. A disputa em bandeira verde só foi interrompida quando Oliver Bearman perdeu o controle na desafiadora curva Spoon e bateu, forçando a direção de prova a acionar o Safety Car e agrupando o pelotão novamente.