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Fórmula 1

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F1: Mercedes passa por teste decisivo da FIA sobre motor de 2026

Mudança na fiscalização pode encerrar debate sobre solução desenvolvida pela fabricante alemã

1 jun 2026 - 08h50
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Foto: Divulgação / Mercedes

A Mercedes enfrentará nesta segunda (1º) um momento importante para o desenvolvimento dos motores da Fórmula 1 de 2026. A FIA passará a utilizar um novo método para medir a taxa de compressão das unidades de potência, colocando à prova uma solução desenvolvida pela fabricante alemã que gerou discussões entre rivais nos últimos meses.

A polêmica surgiu após a descoberta de que engenheiros liderados por Hywel Thomas, em Brixworth, encontraram uma forma de alterar o comportamento da taxa de compressão do motor em diferentes temperaturas. A solução chamou atenção de concorrentes e provocou questionamentos sobre uma possível vantagem competitiva da Mercedes.

Segundo as acusações levantadas no paddock, o conceito permitiria que a taxa de compressão, limitada em 16:1 pelos regulamentos, alcançasse valores próximos de 18:1 quando o motor estivesse em condições de operação. A Mercedes, porém, sempre sustentou que o projeto estava dentro das regras.

A partir deste fim de semana, a FIA passará a realizar medições com o motor aquecido, utilizando temperaturas próximas de 130°C, em uma tentativa de encerrar as dúvidas sobre o tema.

Nikolas Tombazis, diretor técnico de monopostos da FIA, já havia minimizado a controvérsia durante a temporada.

“Essa questão nos surpreendeu um pouco quando veio à tona.”

“Mas devo dizer também que não acho que esse assunto merecesse nem uma fração dos artigos que gerou ou da paixão que despertou nas pessoas.”

Segundo Tombazis, a entidade nunca identificou qualquer irregularidade no conceito desenvolvido pela Mercedes.

“Não acreditamos que algo tenha sido feito de forma incorreta ou que tenha ocorrido fraude.”

“Houve certas decisões de projeto destinadas a modificar a taxa de compressão com base na temperatura de uma forma mais favorável.”

Apesar disso, o assunto continuou sendo debatido nos bastidores da Fórmula 1. Informações do paddock apontam que outras fabricantes estudaram alternativas semelhantes, mas acabaram desencorajadas a seguir o mesmo caminho diante da possibilidade de futuras restrições regulatórias.

O teste deste domingo é visto como uma etapa importante para esclarecer definitivamente o potencial da solução desenvolvida pela Mercedes e encerrar uma das principais discussões técnicas da nova geração de motores da categoria.

Além da questão envolvendo a taxa de compressão, o fim de semana em Mônaco também marca a estreia do mapa de motor conhecido como "Rev1", criado para gerenciar de forma mais eficiente o uso de energia nos carros da temporada 2026.

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