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Fórmula 1

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F1: Honda identifica sobrecarga no resfriamento do ERS após duplo abandono da Aston Martin no México

Shintaro Orihara afirmou que o sistema foi submetido a uma exigência maior que a prevista; equipe busca soluções para os desafios de 2027

3 nov 2026 - 09h55
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Foto: Reprodução / F1

O GP da Cidade do México terminou com um resultado preocupante para a Aston Martin e a Honda. Fernando Alonso e Lance Stroll abandonaram a prova após apenas cinco voltas, em um fim de semana marcado por problemas na unidade de potência. Após a corrida, a fabricante japonesa identificou uma exigência acima do previsto no circuito de refrigeração do sistema de recuperação de energia (ERS).

Shintaro Orihara, gerente-geral de operações de pista e engenheiro-chefe da Honda na Fórmula 1, explicou que a equipe já esperava enfrentar desafios adicionais por causa das condições de alta altitude do Autódromo Hermanos Rodríguez. No entanto, a carga sobre o circuito de refrigeração do ERS foi maior do que a estimada.

“Sabíamos que, devido às condições especiais de alta altitude da Cidade do México, enfrentaríamos desafios adicionais em relação ao resfriamento, em comparação com outros circuitos. No entanto, constatamos que nosso circuito de refrigeração do ERS estava sob uma carga maior do que a prevista, e foi por isso que tivemos de parar o carro em diferentes sessões”, afirmou Orihara no relatório pós-corrida da Honda.

Apesar de completar diversas voltas durante os treinos livres, a Aston Martin voltou a enfrentar dificuldades na classificação e na corrida. Segundo Orihara, os problemas apareceram no sábado e no domingo, mesmo após o trabalho realizado ao longo do fim de semana.

Os abandonos, porém, tiveram manifestações distintas. Alonso precisou interromper a classificação no sábado e, na corrida, enfrentou novamente o problema no MGU-K, componente responsável pela recuperação e entrega de energia elétrica. O próprio piloto confirmou que a falha vista na sessão classificatória voltou a ocorrer e o obrigou a recolher o carro.

No caso de Stroll, a equipe identificou outro problema na unidade de potência. O canadense recebeu a orientação para parar na sexta volta, a fim de evitar danos à bateria. Assim, os dois carros deixaram a prova sem completar distância suficiente para disputar a corrida.

O episódio reforça um dos principais desafios da parceria entre Aston Martin e Honda: transformar os dados acumulados durante a temporada em avanços concretos de desempenho e confiabilidade.

Orihara afirmou que as dificuldades enfrentadas em 2026 também fazem parte do processo de desenvolvimento para o próximo ano. Segundo o engenheiro, a Honda pretende aproveitar as informações coletadas no México, inclusive aquelas relacionadas ao atraso de resposta do turbo, para trabalhar em soluções.

“Em cada corrida deste ano, precisamos aprender para 2027, inclusive com as lições mais difíceis. Temos muitos dados que poderemos levar de volta a este circuito no próximo ano, incluindo os relacionados ao turbo lag, e trabalharemos nas soluções”, declarou.

O próximo desafio será o GP de São Paulo, em Interlagos. Em um circuito com características diferentes das encontradas na Cidade do México, a etapa brasileira será uma nova oportunidade para a Aston Martin e a Honda avaliarem o comportamento da unidade de potência e darem sequência ao trabalho de desenvolvimento.

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