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Fórmula 1

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F1: Honda e Aston Martim temem maior desvantagem no GP da Áustria devido à altitude

Sem o auxílio do MGU-H nas regras de 2026, motor da Aston Martin deve sofrer com a altitude na Áustria. Equipe foca na evolução

24 jun 2026 - 14h23
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Foto: Honda F1 / Reprodução

A Honda alertou que sua unidade de potência, utilizada exclusivamente pela Aston Martin na temporada de 2026, pode apresentar uma desvantagem ainda maior em relação às rivais no Grande Prêmio da Áustria deste fim de semana. O motivo principal é a altitude do circuito Red Bull Ring, localizado a cerca de 700 metros acima do nível do mar, um fator que exige um esforço muito maior do turbocompressor.

O traçado austríaco é a terceira pista mais alta do calendário da Fórmula 1, ficando atrás apenas de Interlagos, no Brasil, e do Autódromo Hermanos Rodríguez, no México. Como a equipe já vem enfrentando dificuldades de desempenho ao longo do ano, a situação em Spielberg pode evidenciar as limitações atuais do projeto.

O diretor de engenharia de pista da Honda, Shintaro Orihara, explicou que a ausência do componente MGU-H, extinto pelo novo regulamento de 2026, tornou a operação mais complexa em locais elevados. Antes a peça elétrica auxiliava o turbocompressor, mas agora o desafio de fazer o motor funcionar corretamente no ar rarefeito recai sobre um sistema sem esse suporte extra.

Além da altitude, a expectativa de altas temperaturas na pista adiciona uma preocupação importante com o resfriamento do equipamento. Orihara destacou que a primeira sessão de treinos livres será fundamental para verificar o comportamento de todo o conjunto. Para minimizar os danos, a fabricante japonesa tentará adaptar a sua estratégia de gerenciamento de energia e dirigibilidade.

Do lado da Aston Martin, a palavra de ordem segue sendo paciência. O piloto Fernando Alonso confirmou que a equipe não trará atualizações de peso para o carro pelo menos até o GP da Bélgica, previsto para julho. O espanhol admitiu que o projeto do motor começou de forma um pouco imatura e que o time percebeu rapidamente que não estava no ritmo ideal para brigar na frente.

Alonso reconheceu que o início de temporada sob as novas regras está sendo duro, uma vez que a categoria exige entregas de performance a cada duas semanas. Apesar das adversidades, o bicampeão afirmou que a equipe tenta navegar por este momento de adaptação enquanto deposita as suas maiores esperanças em uma segunda metade de campeonato muito mais competitiva.

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