F1: Chefe da McLaren prevê desvantagem e projeta domínio de rivais no GP da Áustria
Andrea Stella admite desvantagem da McLaren e prevê fim de semana difícil no Red Bull Ring
A McLaren chega ao GP da Áustria sem o favoritismo que costuma carregar em 2026. O chefe da equipe, Andrea Stella, avaliou que Mercedes e Ferrari devem ditar o ritmo no Red Bull Ring e reconheceu que as características do circuito austríaco não favorecem os pontos fortes do carro britânico.
Após um desempenho abaixo do esperado no GP da Espanha, a McLaren não espera uma reviravolta imediata na Áustria. Andrea Stella destacou que o Red Bull Ring apresenta desafios diferentes dos encontrados em Barcelona, especialmente por exigir mais frenagens em linha reta e curvas de baixa velocidade.
“A Áustria é um circuito um pouco diferente”, explicou Stella. “A estabilidade, a frenagem e a capacidade de fazer a curva são essenciais em Barcelona. Lá, há mais frenagens em linha reta antes de entrar em curvas de baixa velocidade.”
O dirigente acredita que a Ferrari continuará muito forte nas curvas, mas apontou a Mercedes como o pacote mais completo para a classificação e para o fim de semana.
“Eu esperaria que a Ferrari continuasse sendo o carro mais rápido nas curvas. Provavelmente a Mercedes é o melhor carro no geral em volta única, quando se consideram chassi e unidade de potência”, afirmou.
A análise de Stella ganha peso após a evolução recente da Ferrari, que mostrou ritmo competitivo em Mônaco e conquistou a vitória em Barcelona. Segundo ele, porém, a vantagem do motor Mercedes pode fazer a diferença em um traçado que valoriza velocidade e aceleração.
Mesmo diante da concorrência, a McLaren mantém o foco em seu próprio desenvolvimento. Stella revelou que a equipe prepara atualizações para as próximas corridas, embora reconheça que os rivais também continuarão evoluindo seus carros.
“Queremos olhar para a nossa própria trajetória. Queremos garantir que, corrida após corrida, melhoremos nosso carro e deixemos que os resultados cuidem de si mesmos”, disse. “Nosso foco máximo neste momento é interno: o que precisamos fazer para melhorar o carro.”
O chefe da McLaren também alertou para a possibilidade de mais um fim de semana marcado pelo desgaste elevado dos pneus, algo que pode influenciar diretamente o resultado da prova austríaca.
“Pode ser outro fim de semana quente e com alta degradação. Por isso, é importante que também melhoremos na forma como exploramos os pneus”, concluiu.
O cenário preocupa a McLaren, que já havia demonstrado dificuldades em curvas de baixa velocidade durante o GP de Mônaco. Em Barcelona, a equipe também não conseguiu acompanhar o ritmo imposto por Ferrari e Mercedes, reforçando a percepção de que ainda há áreas importantes a serem desenvolvidas no MCL40.
Com isso, a expectativa para o GP da Áustria é de uma disputa liderada pelas duas equipes rivais, enquanto a McLaren tenta minimizar suas fraquezas em um traçado que, teoricamente, não favorece suas principais características. Para Stella, Ferrari e Mercedes entram na etapa de Spielberg como as referências do grid.
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