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Fórmula 1

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F1: Sem revoluções, Alpine vira a página após crise e foca no futuro

Com nova gestão e motores Mercedes, equipe supera crise de 2025 e lidera o pelotão intermediário da F1 em 2026 sem grandes revoluções

24 jun 2026 - 14h04
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Foto: Alpine F1 / Reprodução

A equipe Alpine de Fórmula 1 vive sua fase mais estável e promissora da década. Após terminar a temporada de 2025 na última colocação do campeonato, a equipe baseada em Enstone superou a desordem crônica e a constante troca de dirigentes. Agora, em meados de 2026, o time assumiu a liderança do pelotão intermediário e ocupa o quinto lugar no mundial de construtores, somando 57 pontos nas sete primeiras corridas do ano.

A transformação não veio por meio de uma reestruturação drástica, mas sim com a aplicação de estabilidade e processos simples. O diretor administrativo Steve Nielsen, que assumiu as operações diárias da equipe, afirmou que a maior parte da estrutura da fábrica já funcionava bem. O dirigente destacou que o time precisava apenas de pequenos ajustes e de um ambiente livre da incerteza gerada pelos planos corporativos mirabolantes dos últimos anos.

Para blindar a operação de pista das pressões da alta cúpula da Renault, a equipe conta com a atuação de Flavio Briatore. A influência do executivo italiano foi fundamental para uma decisão histórica nos bastidores: encerrar o tradicional programa próprio de motores e firmar uma parceria de fornecimento com a Mercedes. Nielsen reconhece que o equipamento alemão possui um padrão de qualidade superior e credita a Briatore o fechamento de um acordo de patrocínio milionário com a grife Gucci para 2027.

O departamento técnico também encontrou um rumo claro sob a liderança de David Sanchez. O foco atual da Alpine é maximizar o uso do limite de orçamento da categoria, uma área administrativa na qual a equipe ainda tem deficiências e busca se aprimorar para não desperdiçar recursos financeiros que poderiam virar atualizações aerodinâmicas para o carro.

Apesar do progresso evidente em relação ao fundo do grid do ano passado, a direção mantém os pés no chão e evita celebrações antecipadas. Nielsen ressalta que o atual distanciamento de um segundo por volta para equipes como Mercedes e McLaren, que utilizam exatamente o mesmo motor, ainda causa desconforto na garagem. Como as restrições de gastos impedem a criação de um carro totalmente novo no meio do campeonato, a Alpine aposta em evoluções pontuais enquanto confia que a nova mentalidade pragmática fechará essa lacuna no futuro.

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