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Fórmula 1

F1: FIA avalia mudar divisão de potência dos motores para 2026

Reuniões decisivas podem alterar a gestão de energia, segurança e dinâmica das corridas antes do GP de Miami

9 abr 2026 - 07h38
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Foto: Divulgação / Red Bull Content Pool

A Fórmula 1 iniciou reuniões técnicas para revisar os regulamentos de 2026, com foco principal na possível mudança da divisão de potência dos motores, após preocupações com desempenho e segurança.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as equipes deram início a uma série de reuniões para discutir ajustes nas regras da temporada de 2026. O principal ponto em análise é a divisão de potência entre o motor elétrico e o de combustão, atualmente projetada em 50/50, mas que pode ser alterada para 60/40 em favor do motor a combustão.

A proposta surge após críticas generalizadas no paddock sobre os efeitos práticos do regulamento atual. Alguns pilotos apontam dificuldades na dirigibilidade e riscos associados às diferenças de velocidade entre carros, evidenciados por incidentes recentes.

Nesse contexto, a FIA avalia uma possível alteração na divisão de potência das unidades de força, como forma de mitigar esses efeitos. A federação reconhece a necessidade de ajustes, mas indica que as mudanças devem ser baseadas em análise técnica detalhada, evitando decisões precipitadas.

Com metade da potência vinda do sistema elétrico, os carros passaram a exigir uma gestão de energia mais complexa, levando pilotos a reduzir velocidade em determinados trechos para preservar bateria, o que impacta diretamente o ritmo de corrida e a competitividade.

Além disso, o modelo atual tem gerado fenômenos como o “super-clipping”, quando os carros ficam sem energia elétrica nas retas, reduzindo drasticamente o desempenho e criando diferenças de velocidade que preocupam do ponto de vista da segurança. A mudança para 60/40 é vista como uma possível solução para tornar a entrega de potência mais linear e previsível.

As discussões também envolvem o impacto dessas características na qualidade das corridas e das classificações. Apesar de alguns ganhos em número de ultrapassagens, há um entendimento de que a dependência energética excessiva pode comprometer o espetáculo e a consistência do desempenho dos carros ao longo das voltas.

O cronograma das reuniões prevê debates iniciais entre engenheiros e especialistas técnicos, seguidos por encontros com chefes de equipe, que terão papel decisivo na aprovação das mudanças. A expectativa é que uma definição ocorra ainda em abril, antes do Grande Prêmio de Miami.

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