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F1: Chefões priorizam mudança nas regras de 2026 para salvar emoção das classificações

Gestão extrema de energia afeta pilotos e F1 planeja mudanças emergenciais até o GP de Miami para salvar a emoção das sessões

25 mar 2026 - 09h57
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A automação do motor prejudicou a volta rápida de Leclerc na China, expondo as falhas das novas regras da F1
A automação do motor prejudicou a volta rápida de Leclerc na China, expondo as falhas das novas regras da F1
Foto: Scuderia Ferrari / Reprodução

As chefias da Fórmula 1, em conjunto com a FIA e as equipes, estabeleceram uma prioridade clara na revisão do recém-estreado regulamento de 2026: consertar a disputa pelas poles. A expectativa é que a categoria utilize a pausa no calendário após o GP do Japão para trabalhar em ajustes técnicos, com esperança de implementá-los já na etapa de Miami, em maio. O objetivo central é contornar os problemas gerados pela complexa automação dos novos carros, que têm prejudicado o espetáculo e a imprevisibilidade nas classificações.

Após as primeiras corridas da temporada, a avaliação geral do paddock indicou que as altas exigências de gerenciamento de energia arruinaram a dinâmica da classificação. A estrutura regulatória, aliada à automação severa dos sistemas do motor, tem forçado os competidores a adotarem táticas contraintuitivas nas pistas. As reclamações são unânimes entre pilotos, fãs e chefes de equipe: a obrigatoriedade de conservar o equipamento tirou da F1 a magia da busca pelo limite absoluto do carro.

Um exemplo prático e frustrante desse cenário ocorreu com Charles Leclerc durante a classificação sprint no GP da China. Amplamente reconhecido como um dos melhores pilotos de volta rápida do grid atual, o monegasco da Ferrari teve sua tentativa arruinada de forma atípica. Posteriormente, descobriu-se que o problema foi desencadeado porque Leclerc tirou o pé do acelerador por uma fração de segundo para corrigir uma escapada de traseira. Essa pequena hesitação na pilotagem foi suficiente para "confundir" o sistema eletrônico de potência do motor, que não entregou a energia esperada.

"No passado, eu sentia que um dos meus pontos fortes era chegar ao Q3 e assumir riscos enormes para extrair algo a mais. Agora, quando você faz isso, começa a confundir a parte do motor", relatou Leclerc em Xangai. A declaração do monegasco reforça a percepção de que andar no limite no momento decisivo passou a ser um risco técnico injustificável.

As falas de Leclerc ecoam uma insatisfação generalizada de que a "arte de classificar" foi perdida. Sob forte pressão, a categoria corre contra o tempo para simplificar o controle eletrônico das unidades de potência. A aprovação dessas mudanças emergenciais na janela entre o Japão e os Estados Unidos é vista como o respiro essencial para devolver as disputas agressivas por milésimos de segundo às tardes de sábado.

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