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Fórmula 1

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F1: Briatore diz que ele e Trump foram os mentores da tentativa de GP em Nova Jersey

Chefe da Alpine relembrou negociação com Bernie Ecclestone nos anos 2010 e comparou com gestão atual da Liberty Media

4 ago 2026 - 12h11
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Foto: Alpine F1 / Reprodução

Flavio Briatore, chefe da equipe Alpine na Fórmula 1, revelou que ele e o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram os responsáveis por colocar em movimento o projeto de um GP de F1 nas ruas de Nova Jersey na década de 2010. A declaração foi dada durante entrevista à série "In Conversation With..." do The Race Business, conduzida por Darren Cox.

Segundo o italiano, a ideia surgiu depois do fim da parceria entre a F1 e o autódromo de Indianápolis, em 2007. Foi então que ele se uniu a Trump para apresentar a Bernie Ecclestone, então dono dos direitos comerciais da categoria, uma proposta de novo GP nos Estados Unidos.

"Claro, o Donald também não sabia nada sobre Fórmula 1, mas é um grande promotor", disse Briatore, que anos depois seguiria os passos de Trump ao apresentar a versão italiana do reality show "O Aprendiz". "Na época, ele promovia boxe, promovia tudo em Las Vegas, etc."

Briatore contou que participou diretamente da negociação. "E eu fiz o Donald falar com o Bernie. Eu estava no escritório do Donald. Fizemos uma videochamada com o Bernie para descobrir qual era o melhor lugar em Nova York para fazer a corrida", relatou.

"E o Donald nos disse que Nova York era muito complicado por um milhão de razões, mas que Jersey era o lugar certo. Aí o Bernie começou a negociar Jersey com duas ou três pessoas diferentes", completou o chefe da Alpine.

Apesar dos esforços, o projeto nunca saiu do papel. "Mas nunca conseguimos, porque a Fórmula 1 não era considerada algo especial. Você fala de Nascar, você fala de IndyCar, um negócio completamente diferente. E a Fórmula 1 não tinha valor nenhum", afirmou Briatore.

Quando o plano de Nova Jersey avançou de fato, a F1 já havia garantido uma nova casa nos Estados Unidos, o Circuito das Américas, em Austin, a partir de 2012. Ainda assim, a categoria chegou a confirmar uma segunda etapa americana, batizada de Grande Prêmio da América, para 2013, no traçado de rua de Port Imperial. O então campeão mundial Sebastian Vettel e o ex-piloto David Coulthard chegaram a testar o layout em carros de rua, mas a corrida nunca aconteceu e acabou esquecida.

Briatore também aproveitou a entrevista para comparar aquele cenário com o momento atual da categoria sob o comando da Liberty Media, que comprou os direitos comerciais da F1 de Ecclestone em 2017. "Agora você vai para a América, vai para Miami, 500 mil pessoas. Vai para Austin, lotado, vai para Las Vegas. Você vê, a Fórmula 1 está mudando drasticamente. Todo fim de semana está esgotado, chovendo ou não chovendo", disse.

Para o italiano, a diferença está na abertura comercial da nova gestão. "O que mudou de verdade foi o lado comercial. A Liberty é muito mais aberta. O Bernie era muito forte, muito restritivo nos negócios. A Liberty abriu o lado comercial, abriu completamente. O marketing abriu completamente. E a Liberty está trabalhando com as equipes numa parceria muito boa", concluiu Briatore.

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