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"É monumental, morte de Floyd não foi em vão", diz Hamilton

Lewis Hamilton, que desde a morte de George Floyd passou a ter um forte engajamento na Fórmula 1, disse que sente emoções "difíceis de descrever" com a prisão de Derek Chauvin

20 abr 2021
19h05 atualizado às 19h10
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19h05 atualizado às 19h10
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A terça-feira (20) foi um dia histórico na justiça norte-americana. 12 jurados decidiram que o ex-policial Derek Chauvin é culpado pelo assassinato de George Floyd, estrangulado em 25 de maio do ano passado após ser acusado de usar uma nota falsa. Lewis Hamilton, um dos atletas mais ativos na busca por justiça pela morte de Floyd, usou as redes sociais para celebrar a condenação.

"JUSTIÇA para George! As emoções que sinto agora são difíceis de descrever. Derek Chauvin foi considerado culpado. Esta é a primeira vez que um oficial branco é condenado por matar um homem negro em Minnesota. Isso é monumental, a morte de George não foi em vão", escreveu o heptacampeão.

Lewis Hamilton celebrou a prisão do policial que matou George Floyd
Lewis Hamilton celebrou a prisão do policial que matou George Floyd
Foto: LAT/Mercedes / Grande Prêmio
Lewis voltou a marcar posição na luta antirracista e contra a truculência policial. O inglês pediu uma sociedade mais igualitária, bem como garantiu que a luta por justiça não termina apenas com a condenação de Chauvin. Hamilton, em 2020, chegou a ir ao pódio na Toscana com uma camiseta protestando contra a morte de Breonna Taylor, jovem negra, assim como Floyd, morta a tiros pela polícia de Louisville.
Lewis Hamilton usou camisa pedindo a prisão dos policiais que mataram a jovem negra Breonna Taylor
Lewis Hamilton usou camisa pedindo a prisão dos policiais que mataram a jovem negra Breonna Taylor
Foto: AFP / Grande Prêmio

"O resultado do julgamento de Derek Chauvin hoje foi o correto. Condená-lo por todas as três acusações marca um novo amanhecer da luta por justiça racial. O resultado de hoje é uma vitória sombria para George e sua família, mas mostra que nossos esforços para promover a justiça não são em vão. Vozes pretas foram ouvidas e a ação está acontecendo. Quando estamos juntos, podemos fazer a diferença. Mas este é apenas um passo no caminho para uma sociedade mais igualitária. Desde a morte de George, muitos outros pretos morreram nas mãos da polícia e devemos garantir que o ímpeto de hoje continue. A luta não acabou e há mais a ser feito. Meus sentimentos e orações estão com a família de George. Espero que eles sintam uma sensação de paz com este resultado. #BlackLivesMatter", completou Lewis.

Quatro policiais brancos participaram da operação e Derek Chauvin ficou ajoelhado no pescoço de Floyd por mais de 8 minutos. De acordo com a investigação, Floyd não respondia mais nos últimos 2 minutos.

 

O caso gerou revolta nos Estados Unidos, com uma onda de protestos nas ruas de grandes cidades americanas. O fato de mais um homem negro morrer após uma operação truculenta de policiais brancos causou indignação em muitos esportistas, inclusive em Hamilton, que passou a protestar ativamente durante as corridas da F1.

Sempre ativo nas redes sociais e constantemente marcando posição em temas-chave como meio ambiente, o piloto assumiu uma luta pública contra o racismo e a repressão policial. Hamilton não foi só voz ativa nas redes sociais: o heptacampeão foi para as ruas em Londres protestar e levou o debate para dentro da própria equipe: "Não é suficiente ser racista. Você tem de ser antirracista".

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