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Fórmula 1

Albon vira herói na Austrália em momento que só ousadia é capaz de premiar Williams

Alexander Albon levou a Williams aos pontos de forma maluca na Austrália. E é justamente na ousadia que o time de Grove precisa apostar para evitar ficar no fundão da classificação da F1

15 abr 2022 - 04h01
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Alexander Albon foi um dos destaques do dia
Alexander Albon foi um dos destaques do dia
Foto: Williams / Grande Prêmio

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É muito difícil explicar como um 10º lugar merece tanto destaque e elogios, mas o feito de Alexander Albon no GP da Austrália é digno de aplausos. Apesar de ter o pior carro do grid, o anglo-tailandês deu outro exemplo de seu talento e capacidade de recuperação ao levar a Williams aos pontos em Melbourne. Não deve acontecer com mais frequência, mas é justamente na base da ousadia que o time de Grove vai conquistar alguma coisa.

Todos os passos dados pela Williams para sair da rabeira do grid em 2021 foram praticamente desfeitos. O carro não parece estar mais próximo do top-10 como estava no fim do ano passado, e a saída da referência George Russell teve impacto no time. Albon é bom piloto, mas não é da elite, e se adaptar a um novo contexto é algo que exige bastante paciência.

E do outro lado da garagem, qualquer possibilidade de avanço é completamente barrada por Nicholas Latifi. Não tem muita escapatória: sempre foi um piloto que não tem qualidade suficiente para pertencer ao grid da Fórmula 1, tanto que ao se deparar com carros mais difíceis de guiar, vai constantemente bater, como tem acontecido. Mais prejuízo para uma Williams que não parece ter tanto potencial de evolução assim.

Alexander Albon , o herói de Albert Park (Foto: Williams)

E é justamente aí que entra o elemento que pode ajudar o time a sobreviver e parar de flertar tanto com o último lugar: a ousadia. Em Melbourne, Albon deu 57 voltas no mesmo pneu, só realizou o pit-stop obrigatório para evitar a desclassificação no penúltimo giro da corrida, e beneficiado pela falta de oportunismo de vários adversários ao longo da prova, faturou um heroico 10º lugar, o primeiro ponto do time desde o GP da Rússia em 2021.

Se a Williams fizesse uma estratégia comum, como todas as outras as equipes, é bem possível que Albon não passasse perto de pontuar. Do mesmo jeito que, se a parada na penúltima volta não desse certo, não seria tanto motivo para criticar assim. O time está muito mal, e só coisas fora da casinha como a situação da Austrália podem trazer pontos.

Para esta missão, Alex é o piloto ideal. Desde os tempos de Toro Rosso, se mostrou muito competente quanto o assunto era recuperação e se virar em situações difíceis. Como esquecer de quando destruiu o carro em um treino livre e somou os primeiros pontos na F1 na China? E de quando estreou pela Red Bull acumulando punições e fechou em quinto?

O brilho em Albert Park é um justo momento a um piloto ainda jovem e que não mereceu a geladeira de 2021 da Fórmula 1, apesar das circunstâncias ruins que o colocaram ali. É com Albon que a Williams tem mínimas chances de sorrir em alguns momentos de 2022.

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