Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Automobilismo

Publicidade

Fórmula E: FIA altera regulamento esportivo para estreia da Gen4 em 2026/2027

Novas regras envolvem o Attack Mode, consumo de energia, utilização de pneus e penalidades; mudanças também incluem procedimentos de corrida

2 out 2026 - 11h25
Compartilhar
Exibir comentários
David Coulthard conduz versão de demonstração do Gen4 no E-Prix de Mônaco, em 2026
David Coulthard conduz versão de demonstração do Gen4 no E-Prix de Mônaco, em 2026
Foto: Divulgação / Fómula E

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) promoveu uma série de alterações no regulamento esportivo da Fórmula E para a temporada 2026/2027, que marcará a estreia dos carros da quarta geração (Gen4). As mudanças abrangem desde o funcionamento do Attack Mode e o gerenciamento de energia até a utilização de pneus, procedimentos de largada e penalidades aplicadas durante as provas.

As atualizações foram divulgadas em uma nova versão do regulamento, com modificações em diferentes artigos em relação ao documento publicado em junho de 2026. As medidas buscam adequar as normas esportivas às características técnicas dos novos monopostos, que terão maior potência e tração integral.

Novas regras para o Attack Mode e consumo de energia

Entre as principais mudanças está a revisão dos parâmetros de utilização do Attack Mode. A potência máxima do recurso deixará de ser fixada em 600 kW e passará a corresponder a 150 kW acima da potência estabelecida para o modo de corrida, respeitando os limites definidos pela FIA.

A zona de ativação do recurso também terá uma nova denominação oficial, passando a ser chamada de Attack Zone. Em situações de neutralização por Safety Car, Full Course Yellow ou bandeira vermelha, os pilotos poderão congelar o tempo restante do Attack Mode, retomando a contagem quando cruzarem novamente a zona de ativação. O período de interrupção não será contabilizado como uma das ativações obrigatórias.

O gerenciamento de energia também terá novas exigências. A FIA poderá estabelecer um consumo mínimo por volta em determinados eventos. Caso o piloto não alcance o valor estipulado, a diferença será descontada da energia total disponível para a corrida, com exceções previstas para situações como períodos de Safety Car, pista molhada e voltas específicas da prova.

Além disso, a potência máxima permitida no modo de corrida será de 450 kW, com a possibilidade de a entidade definir limites específicos de acordo com a velocidade dos carros, por meio de um cronograma de potência (Power Schedule).

Mudanças na utilização de pneus e componentes

As regras para a utilização de pneus também foram revisadas. A temperatura dos compostos passará a ser monitorada continuamente, além da pressão, e as equipes deverão garantir que os sistemas de monitoramento estejam operacionais desde o primeiro parque fechado de cada evento.

O regulamento também estabelece novos procedimentos para o armazenamento, transporte e manuseio dos pneus, restringindo métodos que possam elevar ou manter a temperatura dos compostos. A utilização de pneus coringa dependerá da aprovação dos comissários e do delegado técnico da FIA.

Outra alteração envolve as penalidades por utilização de pneus sem identificação obrigatória por RFID ou código de barras. A punição automática de perda de posições no grid ou desclassificação foi retirada, e as infrações passarão a ser avaliadas pelos comissários.

Na parte técnica, o conjunto de propulsão dianteiro terá sua utilização limitada. Cada carro poderá utilizar apenas um Front Powertrain Kit (FPK) ao longo da temporada, enquanto os dois conjuntos adicionais anteriormente previstos por equipe foram removidos do regulamento.

A quantidade de componentes de freio também foi modificada. Cada piloto terá direito a cinco jogos de discos dianteiros e três traseiros durante a temporada. Já as pastilhas deixarão de ter limites separados por eixo, com um total de 16 jogos disponíveis por piloto.

Procedimentos de corrida e penalidades

As alterações também contemplam os procedimentos de largada e retomada das provas. As manobras de aquecimento dos pneus por meio de burnouts estarão proibidas após a emissão da mensagem de Standing Start pelo diretor de prova, tanto na largada quanto na relargada.

O regulamento ainda esclarece que o consumo excessivo de energia poderá ser considerado um incidente esportivo, assim como a utilização de potência acima do limite permitido. Os comissários terão autoridade para investigar as infrações e aplicar penalidades, incluindo a perda de posições na classificação final.

Em relação ao Pit Boost, as equipes não poderão mais alterar a quantidade de energia programada para recarga depois que o carro entrar no pit lane. Anteriormente, essa modificação ainda poderia ser realizada até o momento da conexão do carregador.

A potência máxima no pit lane será de 450 kW, com a proibição explícita do uso da tração integral de 600 kW nessa área.

Alterações nas sessões e na estrutura dos eventos

A FIA também modificou as regras de duração dos E-Prix Unleashed, formato voltado às corridas de desempenho. Caso a distância programada, incluindo as voltas adicionais, não seja concluída dentro do tempo previsto, o limite de duração será ampliado de 45 para 60 minutos. Em caso de interrupção, o tempo máximo poderá chegar a 90 minutos, mais uma volta.

As regras para os testes oficiais serão alinhadas, em geral, às exigências de utilização de pneus dos eventos de corrida, com exceções relacionadas à quantidade de jogos disponíveis e ao uso de pneus coringa e de reposição.

O regulamento também prevê mudanças administrativas, como a exigência de licenças de competição de, no mínimo, Grau B Internacional para os profissionais das equipes e a revisão dos prazos para envio de listas de pessoal autorizado.

Outra novidade é a inclusão de um manual detalhado de identidade visual para os carros da Gen4. O documento estabelece diretrizes para o posicionamento dos logotipos das entidades e fabricantes, números dos monopostos, nomes e bandeiras nacionais dos pilotos.

As alterações fazem parte da preparação da categoria para a nova geração de carros, que será introduzida na temporada 2026/2027 e trará mudanças técnicas e esportivas à competição.

Parabólica
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra