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Audi deve recorrer do 10º lugar de Tsunoda no GP da Itália

7 set 2026 - 11h28
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Resumo
A Audi vai recorrer à FIA contra o 10º lugar de Yuki Tsunoda no GP da Itália, resultado que deixou Gabriel Bortoleto em 11º, fora da zona de pontuação. A equipe contesta a falta de punição ao piloto da Racing Bulls, que provocou uma volta de formação extra ao hesitar no grid, infração que exigiria largada dos boxes ou penalidade de stop-and-go. Os comissários não o sancionaram porque nem o piloto nem seu time foram avisados da interrupção causada pela direção de prova, que agiu por cautela.

A Audi ‌pretende recorrer da decisão dos comissários de pista da Fórmula 1 que a deixou fora da zona de pontuação no Grande Prêmio da Itália, realizado no domingo.

Yuki Tsunoda, piloto substituto da Racing Bulls, terminou em 10º lugar em Monza, ⁠última posição da zona de pontuação e imediatamente à frente ‌do brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, depois que os comissários decidiram não tomar nenhuma medida adicional em relação a ‌uma volta de formação extra provocada ‌pelo posicionamento do carro do piloto japonês no grid ⁠durante uma reinicialização da corrida.

Um porta-voz da Audi afirmou que a equipe apresentou a intenção de recorrer e que o caso agora está sujeito ao processo de apelação da FIA.

Um piloto que provoque uma volta de formação extra normalmente ‌teria que dar uma volta a mais e largar do ‌pit lane, enfrentando uma ⁠penalidade obrigatória ⁠de "stop-and-go" caso não o fizesse.

Tsunoda continuou normalmente e não recebeu nenhuma sanção. Bortoleto terminou ⁠a corrida em 11º ‌lugar, com seu companheiro ‌de equipe Nico Hulkenberg em 12º.

Os comissários confirmaram após a corrida que a volta de formação extra foi provocada pelo posicionamento do carro de Tsunoda.

"O carro 22 se ⁠aproximou do grid inicialmente rumo ao lado esquerdo da linha de largada; ao perceber que estava indo para a posição errada, o piloto mudou de direção e posicionou o carro no box correto ‌e na posição correta dentro desse box", afirmaram.

O diretor de prova, Rui Marques, disse que tomou a decisão de interromper ⁠a largada com base no comportamento do carro ao se aproximar do box de largada.

A Racing Bulls destacou, no entanto, que nem ela nem Tsunoda foram informados de que teriam sido a causa da decisão.

"O representante da equipe citou situações em que voltas de formação extras foram iniciadas devido a circunstâncias alheias, como a posição de um fotógrafo etc.", afirmaram os comissários.

"Neste caso, nenhuma mensagem foi enviada à equipe ou ao piloto informando que eles eram a causa da volta de formação extra."

Eles observaram que Marques havia "agido de boa-fé e com extrema cautela".

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