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Atletismo

Técnico aponta diferencial dos quenianos: "são 4 segredos"

30 dez 2010 - 17h30
(atualizado às 17h40)
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José Edgar de Matos
Direto de São Paulo

Brasileiro de nascimento, mas africano de coração. Moacir Marconi, mais conhecido como Coquinho, é como um "pai" para os corredores quenianos. Treinador de Mark Korir e Barnabas Kiplagat Kosgei, dois dos favoritos ao título masculino da São Silvestre, e de Eunice Jepkirui Kirwa eBornes Jepkirui Kitur, candidatas ao pódio no feminino, o técnico exaltou os seus atletas, apontando "quatro segredos" como os diferenciais para a supremacia nas provas de fundo do atletismo.

"Genética, altitude, por morarem no Quênia, cultura e autossuperação. Esses são os quatro motivos que fazem os quenianos serem tão bons", argumentou Coquinho, antes de apontar as principais dificuldades para um atleta deste gabarito.

"Com a valorização, eles têm que ratificar o que ganharam. Imagine quando você tem um atleta queniano e ele corre mal, perde-se totalmente a referência. Eles são um bom exemplo de superação, pois nasceram com a vontade de superar os problemas sociais do país deles, com o simples objetivo de terem uma vida melhor. Essa mistura resulta nas seguidas vitórias, nos resultados positivos. É uma questão pessoal", disse o treinador.

Apesar da grande força de vontade dos atletas, Coquinho procurou ressaltar as altas dificuldades para manter um atleta queniano no Brasil - Korir, Kiplagat, Eunice e Bornes estão há um mês no País. "Passam-se um, dois meses, eles querem ver a família, são muito dependentes disso, chegam até pensar em ir embora", contou o técnico brasileiro.

Responsável pelo final da preparação dos favoritos à conquista da prova, Marconi confia em vitórias africanas na São Silvestre de 2010. Entretanto, torce para o clima colaborar nesta sexta-feira para as possibilidades de surpresa serem amenizadas.

"Estamos adaptados e fizemos um trabalho para isso, mas a São Silvestre é imprevisível. No Quênia, você vive na altitude e no fim da tarde a temperatura fica entre 17º C e 22º C. Ou seja, eles sofrem muito com o calor. Mas, o pior ainda é quando chove. Frio e chuva atrapalham, e muito, o desempenho, é terrível. É torcer para que não chova", desejou Coquinho.

Extremamente disciplinados e tímidos, os quenianos concordam com o treinador. Com um discurso humilde e de poucas palavras, os competidores africanos se concentram apenas em seu próprio desempenho, sem apontar os principais adversários para a prova.

"Estou bem preparado para a São Silvestre. Treinei muito bem e estou preparado para correr essa prova que é rápida", assegurou Barnabas Kiplagat Kosgei, que preferiu manter a política da "boa vizinhança" e apontar um compatriota como o principal favorito para o evento desta sexta-feira.

"James (Kipsang) é o rival mais difícil. Tentarei fazer o meu melhor, já que muitos atletas fortes estão na prova", finalizou o queniano, apontando o atual bicampeão da prova como o principal favorito ao lugar mais alto do pódio.

Coquinho (centro) é considerado um "pai" pelos corredores africanos
Coquinho (centro) é considerado um "pai" pelos corredores africanos
Foto: Fernando Borges / Especial para Terra
Fonte: Especial para Terra
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