Kalil nega acusação de presidente do Cruzeiro: "ele mente"
A final da Copa do Brasil com o clássico mineiro segue causando discussões acaloradas antes mesmo de a bola rolar. As declarações polêmicas dadas pelo presidente cruzeirense Gilvan de Pinho Tavares na sexta-feira foram rebatidas pelo mandatário alvinegro, Alexandre Kalil, neste sábado. O presidente do Atlético-MG não gostou da maneira como o rival se manifestou e contra-atacou, acusando Gilvan de estar "descontrolado" e de "mentir descaradamente".
"Ele está descontrolado, apavorado e inventando histórias", disse o dirigente alvinegro em entrevista à Rádio Itatiaia. O problema acontece porque o mandatário do Atlético contesta as manifestações do adversário e nega uma declaração em que o presidente do Cruzeiro afirma ter cedido ingressos sem pagamento prévio ao arquirrival no clássico de 21 de setembro, no Mineirão. Segundo Gilvan, Kalil não pagou o valor que deveria, correspondente à carga de bilhetes cedida pelo time celeste.
"Isso é mentira. Eu disse a ele que eu não iria comprar ingresso para revender. Ele mente descaradamente, dizendo que eu ia comprar os ingressos e não paguei. Da outra vez, eu liguei para ele e fiz um acordo de cavalheiros, achando que ele não ia inventar uma mentira. Falei: 'Gilvan, eu não vou comprar ingresso. Se você tiver interesse em vender o ingresso, eu te cedo a bilheteria do Atlético'. E assim foi feito. Assim foi combinado entre nós".
"Ele inventar que eu tinha que pagar depois e não paguei, isso é mentira", continuou Kalil. "Eu não conhecia essa faceta. A partir de agora, para falar alguma coisa para o presidente do Cruzeiro, vamos ter uma terceira pessoa para ouvir. Porque se tem uma coisa que eu não falo é mentira. Isso vai ser feito assim. Eu mando o dinheiro, ele manda os ingressos. Ele manda o dinheiro, eu mando os ingressos. Como é no estatuto do torcedor. Eu repito, ele está descontrolado".
Alexandre Kalil não escondeu também que é favorável à disputa com torcida única. "Eu nunca fiz nenhum compromisso com eles (Cruzeiro). Eu realmente queria torcida única, mas a minha diretoria achou que era melhor não, e nós fizemos uma reunião. Tanto que o Alexandre Mattos (diretor de futebol celeste) me ligou na quinta, 10h, para saber sobre esse assunto. A prova de que não estava nada definido. Eu disse a ele: 'Alexandre, eu vou ter uma reunião agora com a diretoria. Depois eu te falo'", disse o atleticano.