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Clássico já pega fogo, e Gilvan acusa Kalil de "sem palavra"

7 nov 2014 - 19h06
(atualizado às 19h13)
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Presidente cruzeirense lamentou o fato de Kalil pedir sua carga de 10%
Presidente cruzeirense lamentou o fato de Kalil pedir sua carga de 10%
Foto: Cruzeiro / Divulgação

Os jogadores nem entraram em campo e o clássico que vai definir o campeão da Copa do Brasil 2014 já está quente. Na tarde desta sexta-feira, na Toca da Raposa II, o presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, detonou o mandatário do Atlético-MG, Alexandre Kalil, e o chamou de "sem palavra".

Tudo por causa da política adotada pelos clubes de não pedir os 10% de ingressos que o visitante tem direito. Os constantes problemas que os torcedores das duas agremiações causaram, com brigas e bombas, fizeram com que os mandatários não pedissem mais a carga de direito por lei.

Na última quinta, porém, com a final definida da Copa do Brasil, Alexandre Kalil confirmou que a partida que o Atlético-MG for mandante será no Independência, contrariando as expectativas. Em reunião na tarde desta sexta, o atleticano ainda pediu a carga de 10% que tem direito no Mineirão e deixou Gilvan irado.

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"Infelizmente. Eu tenho tido uma postura e tenho mantido a minha palavra. Disse que não faria jogo com torcida dividida para que o Cruzeiro não corresse risco de pagar multas imensas e de haver os incidentes que tiveram anteriormente. Demos um depoimento pessoal ao STJD e garantimos que não jogaríamos com duas torcidas mais. O presidente do Atlético-MG prestou depoimento pessoal e garantiu que não jogaria mais com torcida dividida", destacou.

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Como o oponente não confirmou o que havia tido, Gilvan também vai solicitar a carga de 10%. "Ontem, assisti a uma entrevista do presidente do Atlético-MG repetindo isso. Hoje, recebemos a notícia que ele não iria honrar a palavra e que gostaria de solicitar os 10% dos ingressos contra o Cruzeiro. Achei um desaforo, achei que é alguém querer levar uma vantagem ilícita em cima do Cruzeiro. Seria dois pesos, duas medidas se não solicitasse os 10% que o Cruzeiro tem direito, mas não o que eles têm oferecido. Pedimos 10% da capacidade total do estádio, que é de 23.318, então o Cruzeiro quer 2.332", acrescentou.

Gilvan ainda acusou Kalil de não horar com o pagamento dos ingressos do último clássico, no Mineirão, quando o Atlético-MG venceu por 3 a 2 e contou com 10% da capacidade do estádio. "Ambos os clubes terão que cumprir com o regulamento e terão que enviar o dinheiro antecipado para obter ingressos que serão requisitados", disse.

"O Cruzeiro vai mandar o dinheiro e vai receber os ingressos e o Atlético vai mandar o dinheiro, porque no jogo passado, o presidente do Atlético me telefonou e pediu para que cedesse os 10%, alegando não ter dinheiro, que é um problema dos clubes no Brasil. Mandei os ingressos para ele e pagaram só os que venderam, muito menos que os 10% e só venderam meia-entrada", finalizou.

Fonte: Marcellus Madureira Rodrigues de Oliveira - ME - Especial para o Terra Marcellus Madureira Rodrigues de Oliveira - ME - Especial para o Terra
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