Domínguez dá declaração sincera ao falar sobre Scarpa, do Atlético-MG
O técnico Domínguez admitiu que a estratégia tática envolvendo Gustavo Scarpa não funcionou na derrota do Atlético-MG por 1 a 0. Em seu retorno após mais de um mês, o meia teve atuação discreta pela direita e foi substituído no intervalo por Minda. O treinador ponderou que o revés derivou de falhas coletivas e da agressividade rival, e não apenas de Scarpa. Em 7º no Brasileirão, o Galo tenta se recuperar e agora foca na ida da semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio, em Porto Alegre.
A estratégia de Domínguez era utilizar Scarpa pelo lado direito, com a missão de alternar posicionamentos com o lateral Natanael para neutralizar Gerson, que também atuava naquele setor. A movimentação previa que um dos jogadores ocupasse a faixa central enquanto o outro explorava o corredor externo, criando dificuldades para a marcação celeste. No entanto, o treinador reconheceu que o plano não funcionou como esperado.
— Com relação ao Scarpa, sabíamos que Gerson começaria jogando nesse espaço. Tentamos que Scarpa e Natanael começassem a fazer as trocas, um por dentro e outro por fora. Como aconteceu na segunda etapa, com Minda, que soube jogar por fora nesses espaços. Poderíamos fazer melhores movimentações com a posse de bola.
A atuação do camisa 10 foi discreta. Segundo dados do SofaScore repercutidos pela imprensa mineira, Scarpa acertou 17 dos 23 passes tentados, com aproveitamento de 74%, e teve dificuldades para participar da construção ofensiva. O meia também cobrou um escanteio que quase terminou em gol de Reinier, que cabeceou na trave aos 19 minutos do primeiro tempo.
No intervalo, Domínguez promoveu a entrada do equatoriano Alan Minda na vaga de Scarpa. A alteração buscou dar mais velocidade e profundidade ao ataque atleticano, especialmente pelo lado direito. Na avaliação do técnico, porém, o problema não estava concentrado em um único atleta, mas na dificuldade coletiva para disputar a partida em igualdade com o rival.
— Não é que Scarpa jogou mal, mas não tivemos muita precisão na posse de bola. Eles foram muito mais agressivos, ganharam quase todos os duelos individuais e, a partir dali, qualquer análise sobre a situação que estávamos pensando não ia acontecer. Não é só pelo Scarpa. Foi uma situação coletiva que corrigimos na segunda etapa.
O treinador também destacou a melhora do Atlético após o intervalo, quando a equipe conseguiu disputar mais bolas e criar oportunidades para buscar o empate. Apesar da reação, o time não conseguiu evitar a derrota por 1 a 0, resultado que ampliou a sequência negativa no Campeonato Brasileiro e aumentou a pressão sobre o elenco.
A partida marcou o retorno de Scarpa aos gramados após mais de um mês sem entrar em campo. O meia havia atuado pela última vez em 16 de setembro, contra o Santos, pela Copa Sul-Americana. A ausência foi motivada por uma lesão muscular e por decisões técnicas, e o clássico representou uma nova oportunidade para recuperar espaço na equipe.
Com 50 pontos, o Atlético ocupa a sétima posição do Brasileirão e agora direciona as atenções para a semifinal da Copa do Brasil. O Galo enfrenta o Grêmio neste domingo (1º), às 18h30 (horário de Brasília), em Porto Alegre, pelo jogo de ida.
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