'Desastre' e 'apocalipse': as reações da imprensa italiana à queda da Azzurra
Jornais também apontaram 'humilhação' nos pênaltis e pediram mudanças
"Desastre", "fracasso", "apocalipse": essas foram algumas das palavras usadas pela imprensa italiana para descrever a derrota da Azzurra nos pênaltis diante da Bósnia e Herzegovina, resultado que deixa a seleção tetracampeã mundial fora da Copa pela terceira vez seguida.
A última edição do torneio que contou com a presença da Itália foi a de 2014, no Brasil, quando Buffon, Chiellini, Balotelli e companhia foram eliminados ainda na fase de grupos.
"Apocalipse na Itália, o Mundial escapa pela terceira vez seguida", escreveu o milanês Corriere della Sera, principal jornal do país, em sua homepage após o jogo.
Segundo o diário, Moise Kean "iludiu" os italianos ao marcar o primeiro gol da partida, mas depois a Azzurra acabou "humilhada nos pênaltis", com as cobranças desperdiçadas por Esposito e Cristante e nenhuma defesa de Donnarumma.
O mesmo tom foi adotado pelos jornais La Repubblica, de Roma, e La Stampa, de Turim, que definiram a queda italiana diante da Bósnia como "fracasso" e "desastre", respectivamente.
Na imprensa esportiva, a tradicional Gazzetta dello Sport apontou "mais uma derrota histórica" dos tetracampeões do mundo, já superados nas últimas duas repescagens por Suécia e Macedônia do Norte.
Para o Corriere dello Sport, o resultado foi mais um "fracasso" da Azzurra, "condenada" nas cobranças de pênaltis em mais uma "noite deprimente" do futebol italiano.
O Tuttosport foi ainda mais enfático e, além de descrever a eliminação como "desastre" e "fracasso total", pediu mudanças profundas: "Agora todo mundo embora".