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Anvisa autoriza nova alegação para creatina voltada a pessoas acima de 55 anos

Regulamentação reconhece benefício da suplementação associada ao treino de resistência.

8 out 2026 - 11h39
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Resumo
A Anvisa autorizou uma nova alegação para a creatina voltada a adultos acima de 55 anos. A medida permite associar o consumo diário do suplemento ao aumento da força muscular quando combinado a treinos de resistência regulares. Respaldada por estudos de segurança, a decisão expande o foco da substância para o envelhecimento saudável e a preservação da autonomia, reforçando que os benefícios dependem diretamente da prática concomitante de exercícios físicos.
Academias no Brasil
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Foto: Divulgação / Esporte News Mundo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em setembro de 2026, uma nova alegação para a creatina, direcionada a adultos com mais de 55 anos. A medida permite associar o consumo diário do suplemento ao aumento dos efeitos do treinamento de resistência sobre a força muscular. A decisão amplia o reconhecimento dos benefícios da substância, tradicionalmente relacionada ao desempenho esportivo, e acompanha o avanço das pesquisas sobre envelhecimento saudável.

Com a atualização, passa a ser permitida a informação de que "o consumo diário de creatina associado ao treino de resistência regular pode aumentar o efeito do treinamento de resistência na força muscular em adultos com mais de 55 anos". Anteriormente, a alegação autorizada estava concentrada na melhora do desempenho físico em exercícios repetidos de curta duração e alta intensidade. A nova possibilidade de comunicação amplia o alcance do suplemento para um público interessado na preservação da força e da capacidade funcional.

A manutenção da força muscular está diretamente relacionada à mobilidade, à independência e à realização de atividades cotidianas. Com o avanço da idade, a perda progressiva de massa e força muscular pode comprometer essas funções. Nesse contexto, estudos científicos têm investigado a contribuição da creatina, especialmente quando utilizada em conjunto com exercícios de resistência.

"A creatina deixou de ser um suplemento associado apenas à performance esportiva. Quando falamos de pessoas acima dos 55 anos, preservar força muscular significa também preservar autonomia e qualidade de vida. A nova alegação da Anvisa reforça uma discussão que já vinha ganhando espaço na ciência", afirma Aline Goettert, nutricionista e diretora executiva da BRASNUTRI - Associação Brasileira de Suplementos Alimentares.

A creatina está entre os suplementos alimentares mais investigados pela comunidade científica. Uma análise de segurança publicada em 2025 reuniu dados de 685 ensaios clínicos, com a participação de mais de 12 mil pessoas, para avaliar a ocorrência de efeitos adversos relacionados ao consumo da substância.

Aproximadamente 95% dos estudos analisados utilizaram creatina monohidratada, uma das formas mais comuns do suplemento. Os resultados não identificaram diferença estatisticamente significativa na frequência geral de efeitos adversos entre os participantes que receberam creatina e aqueles que utilizaram placebo.

As evidências contribuem para a discussão sobre o uso da substância em diferentes faixas etárias, embora fatores individuais, como condições de saúde e uso de medicamentos, devam ser considerados antes da suplementação.

Para a BRASNUTRI, a atualização da Anvisa demonstra como o desenvolvimento das pesquisas científicas pode contribuir para mudanças na regulamentação dos suplementos alimentares. A entidade destaca, entretanto, que o benefício reconhecido está condicionado à associação entre o consumo diário de creatina e a prática regular de treinamento de resistência.

A nova alegação não significa que o suplemento, utilizado isoladamente, produza os mesmos resultados sobre a força muscular. O exercício físico permanece como parte central das estratégias de manutenção da capacidade funcional durante o envelhecimento.

Esporte News Mundo
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