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Ana Marcela fica em 6º no Mundial, critica organização e declara: 'Não sei se terei outra chance'

Nadadora é uma lenda dos esportes aquáticos com quatro Olimpíadas disputadas; aos 33 anos, futuro está em aberto

16 jul 2025 - 17h56
(atualizado às 19h56)
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Resumo
Ana Marcela Cunha ficou em 6º lugar nos 10km do Mundial de Esportes Aquáticos, criticou a organização do evento e, aos 33 anos, refletiu sobre sua trajetória, admitindo incerteza sobre futuras competições.
Ana Marcela Cunha ficou em sexto no Mundial
Ana Marcela Cunha ficou em sexto no Mundial
Foto: Reprodução/ Instagram @anamarcela92

Ana Marcela Cunha é um dos maiores nomes do esporte olímpico brasileiro. Medalha de ouro em Tóquio-2020, a atleta fez um forte desabafo nesta quarta-feira, 16, após ficar em sexto lugar na prova de águas abertas dos 10km no Mundial de Esportes Aquáticos disputado em Singapura. 

A nadadora não deixou barato para a organização do evento, que adiou a prova por duas vezes. "Óbvio que a gente treina e faz tudo para que seja não só pódio, mas brigar pelo primeiro lugar. Sempre foi um sonho ganhar essa medalha de primeiro nos 10km, ainda não foi e não sei se terei outra chance. Quando eu bati ali, foi um alívio, sabe? A gente está há 36 horas (esperando), parece que é uma brincadeira até com os próprios atletas. Primeiro a preocupação era o calor, a água quente. E depois, do nada, a água com qualidade a desejar", declarou em entrevista ao SporTV.

Aos 33 anos, Ana possui 16 medalhas do Mundial, que é disputado a cada dois anos. A frustração se dá, também, pois a atleta nunca conseguiu o ouro nos 10km, única prova de águas abertas que faz parte do programa olímpico. A baiana terminou a prova com o tempo de 2h09s21, ficando dois minutos atrás de Moesha Johnson, vencedora que fez 2h07s51. 

A prova dos 10km estava prevista para ser realizada na segunda-feira, às 21h de Brasília. Entretanto, atrasou em dois dias, o que prejudica muito o desempenho de atletas de alto nível. Ainda assim, o ícone da natação brasileira mostrou-se encontrou motivos para se orgulhar. 

"É toda uma preparação feita, óbvio que para todo mundo igual. Provavelmente, as três primeiras se preparam até mais do que o quarto, o quinto e o meu sexto lugar. Mas estou muito contente e orgulhosa da minha trajetória, desde 2006, em Campeonatos Mundiais, brigando por medalhas. É um sexto lugar e não deixa de ser um bom resultado. Eu sei que a torcida é grande e espera muito mais da gente".

Este pode ter sido o último Mundial de Esportes Aquáticos de Ana. Ao relembrar toda a trajetória, a nadadora chegou a se emocionar com as memórias que construiu. 

"Uma história, né? Há 14 anos, eu estava ganhando a minha primeira medalha em Mundial, depois de não ter me classificado para as Olimpíadas (Pequim 2008) (...). É muita coisa, muita história no total da minha carreira, cinco ciclos olímpicos, quatro Olimpíadas, 12, 16, 20 e 24, campeã olímpica. É tudo isso que passa na cabeça na hora ali de tocar. Eu sabia que tinham cinco na minha frente. Mas eu acho que pra mim é brigar até o final, independentemente se fui primeira, sexta ou vigésima, eu briguei até o final e isso representa muito para mim", contou visivelmente emocionada.

Maratona aquática - Nos Jogos de Tóquio-2020, Ana Marcela Cunha sagrou-se campeã olímpica e entrou para a história.
Maratona aquática - Nos Jogos de Tóquio-2020, Ana Marcela Cunha sagrou-se campeã olímpica e entrou para a história.
Foto: Daniel Ramalho/COB / Flipar
Fonte: Redação Terra
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