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Walter Schalka deixará presidência da Suzano; João Alberto Fernandez, ex-Rumo, será o novo CEO

Lucro da empresa no quarto trimestre foi de R$ 4,515 bilhões, uma queda de 39% ante o mesmo período de 2022

28 fev 2024 - 20h03
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A Suzano informou nesta quarta-feira, 28, a saída de Walter Schalka da presidência da companhia. Em seu lugar, foi aprovado, em reunião do conselho de administração, o nome de João Alberto Fernandez, que assumirá como CEO em julho deste ano.

A partir de 2 de abril, os dois executivos passam a conduzir conjuntamente e de forma ordenada o processo de sucessão até 1º de julho.

Em comunicado, os membros do conselho agradeceram "com profunda admiração e gratidão, os inestimáveis serviços prestados pelo sr. Walter à companhia durante sua gestão como CEO, que alçou a Suzano à posição de líder global no seu setor de atuação".

Ressaltaram ainda a liderança de Schalka como visionária, estratégica, com expertise ímpar e dedicação incansável, "pilares fundamentais para o crescimento exponencial e transformacional da companhia ao longo dos últimos anos a conquista de metas ambiciosas e a consolidação de uma reputação sólida no mercado".

Walter Schalka deixar cargo de presidente da Suzano
Walter Schalka deixar cargo de presidente da Suzano
Foto: FELIPE RAU / ESTADÃO / Estadão

O conselho consignou ainda que o Schalka seja indicado para compor a chapa a ser submetida pela administração para a eleição do Conselho de Administração na próxima Assembleia Geral Ordinária.

João Alberto Fernandez, que assume como CEO da Suzano em julho, possui 30 anos de carreira, dos quais 18 anos na Shell onde ocupou diversas posições no Brasil, Inglaterra e Argentina, sete anos na Raízen como diretor de Energia e como vice-presidente do Negócio Etanol, Açúcar e Energia, além de cinco anos como CEO da Rumo, empresa de logística ferroviária.

Queda no 4° trimestre

O lucro líquido da Suzano no quarto trimestre de 2023 somou R$ 4,515 bilhões, o que representa uma queda de 39% ante o mesmo período de 2022, informou a companhia em seu balanço divulgado nesta quarta. Na comparação trimestral, a produtora de celulose conseguiu reverter o prejuízo de R$ 729 milhões apurado no intervalo anterior, decorrente do impacto negativo da desvalorização cambial.

Segundo a Suzano, a queda na comparação anual é explicada, principalmente, pela redução no resultado operacional (queda da receita líquida), parcialmente compensada pela redução na despesa com o Imposto de Renda e contribuição social sobre lucro líquido (IR/CSLL) e maior receita financeira.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Suzano atingiu R$ 4,505 bilhões no quarto trimestre de 2023. O valor é 45% menor na comparação anual e representa uma recuperação de 22% no intervalo trimestral.

Para justificar o recuo do Ebitda em relação ao mesmo período de 2022, a Suzano cita o menor preço médio líquido da celulose em dólar (-31%), além da desvalorização de 6% do dólar médio frente ao real médio e uma elevação de 4% nas despesas administrativas, de vendas e gerais (SG&A), sobretudo por maiores despesas de vendas.

Quanto à receita líquida, o resultado da Suzano foi de R$ 10,372 bilhões no quarto trimestre de 2023. O valor representa queda de 28% na comparação anual e aumento de 16% ante os três meses imediatamente anteriores.

Ainda segundo a Suzano, a queda na receita em relação ao quarto trimestre de 2022 é explicada, principalmente, pelo menor preço médio líquido da celulose em dólar (-31%) e do preço do papel em dólar no mercado externo (-35%), além da desvalorização do dólar médio frente ao real médio (-6%).

Dívida

A dívida líquida da Suzano chegou a R$ 55,560 bilhões no quarto trimestre de 2023, queda de 4% na comparação com os valores observados ao final de setembro. A dívida bruta total, por sua vez, encerrou o período em R$ 77,173 bilhões, avanço de 3%, considerando o mesmo intervalo de comparação.

Os principais fatores que explicam a redução da dívida líquida foram a variação cambial e a geração de caixa livre no período, apontou a Suzano.

Segundo a empresa, o total de dívida bruta registrada ao final do período foi composto por 94% dos vencimentos concentrados no longo prazo e 6% no curto prazo. Já a dívida em moeda estrangeira representava 79% do montante total devido. A posição de caixa, por sua vez, encerrou o quarto trimestre em R$ 21,6 bilhões.

A alavancagem em dólar ficou em 3,1 vezes, ante 2,7 vezes no terceiro trimestre de 2023 e 2 vezes no quarto trimestre de 2022, informou a Suzano no resultado financeiro divulgado nesta quarta-feira./Com Jorge Barbosa

Estadão
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