Wall Street recua com alta do petróleo por incerteza no Oriente Médio
Os índices de Wall Street recuaram devido às tensões no Oriente Médio, que elevaram o petróleo Brent acima de US$ 100 e impulsionaram os rendimentos dos Treasuries ao maior nível desde 2004. O cenário de aversão ao risco afetou ações de tecnologia, como Nvidia e Oracle, enquanto Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em baixa. O mercado agora foca na cúpula entre EUA e China, na qual líderes e executivos devem debater o conflito regional, inteligência artificial e Taiwan.
Os principais índices de Wall Street caíam nesta quinta-feira conforme a incerteza sobre as perspectivas de uma solução para o conflito no Oriente Médio impulsionava os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries, contendo o apetite por risco em meio à expectativa de uma cúpula entre Estados Unidos e China.
Os líderes dos EUA e do Irã trocaram farpas na Assembleia Geral da ONU nesta semana, o que fez com que os preços do petróleo Brent voltassem a ficar acima de US$100 por barril. A possibilidade de uma proibição das exportações de diesel dos EUA aumentou a cautela dos investidores.
As ações do setor de tecnologia lideravam as quedas no S&P 500, com fabricantes de chips como a Nvidia, a Broadcom e a Micron caindo mais de 1% cada.
A Oracle perdia 5,5% após notícia de que a empresa enviou uma notificação de "força maior" a um data center no Novo México. As ações da Blue Owl, desenvolvedora do projeto, também caíam 5%.
Um aumento nos rendimentos dos Treasuries, com a taxa do título de 30 anos atingindo o maior nível desde 2004, pressionava os ativos de maior risco à medida que o mercado precificava a probabilidade de uma guerra prolongada e custos de financiamento mais elevados.
O Índice Dow Jones Industrial Average registrava queda de 0,40%, para 51.303,23 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,30%, a 7.681,99 pontos, e o Nasdaq Composite caía 0,58%, para 26.778,64 pontos.
O foco se volta agora para a cúpula entre EUA e China, com os investidores antecipando discussões sobre a regulamentação da IA, o conflito no Oriente Médio e Taiwan. Executivos das principais empresas dos EUA também devem se reunir com os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
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