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Votorantim vende controle da Companhia Brasileira de Alumínio para Chalco e Rio Tinto por R$ 4,7 bi

Contrato obriga a Chalco e a Rio Tinto a lançarem oferta pública de aquisição de ações para comprar os papéis dos demais acionistas

30 jan 2026 - 07h42
(atualizado às 08h51)
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A Votorantim assinou um contrato para a venda de 446.606.615 ações da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), equivalentes a 68,59% do capital social total e votante da empresa, para a Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e a Rio Tinto, segundo informou a CBA na quinta-feira, 29.

O negócio, que transfere o controle da fabricante de alumínio aos novos compradores, foi fechado pelo preço base de R$ 10,50 por papel, totalizando R$ 4,68 bilhões, a serem pagos integralmente em moeda nacional na data de fechamento da operação.

Pelo contrato, o valor será ajustado pelo CDI entre a assinatura e o fechamento da operação, e poderá ser reduzido caso a CBA declare ou pague dividendos, juros sobre capital próprio, distribua lucros ou realize recompra, resgate de ações ou reduções de capital em favor da Votorantim no período de 30 de junho de 2025 até a véspera da conclusão da transação.

Negócio envolvendo a CBA ainda depende de aprovação das autoridades
Negócio envolvendo a CBA ainda depende de aprovação das autoridades
Foto: CBA/Divulgação / Estadão

Em decorrência da alienação de controle, o contrato obriga a Chalco e a Rio Tinto a lançarem oferta pública de aquisição de ações (OPA) para comprar os papéis dos demais acionistas. Segundo a CBA, em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os compradores manifestam, no momento, intenção de realizar simultaneamente uma oferta para fechamento de capital, mas poderão reavaliar essa decisão após a consumação da operação.

A Chalco é a principal subsidiária operacional da Aluminum Corporation of China (Chinalco) e figura entre os maiores grupos integrados de alumínio do mundo, com presença em mais de 50 países e atuação que cobre toda a cadeia do metal, da mineração à geração de energia.

Já a Rio Tinto, com mais de 150 anos de história, mantém operações em 35 países e liderança na produção de minério de ferro, cobre, alumínio e minerais críticos, registrando em 2024 a fabricação de 58 milhões de toneladas de bauxita e 3,5 milhões de toneladas de alumínio. Ambas exercem papel relevante no fornecimento de matérias-primas essenciais para a economia global e para a transição energética.

O desfecho ainda depende de condições usuais, incluindo aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de autoridades antitruste da China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai, além de autorizações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e de órgãos da República Popular da China.

Estadão
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